A educação profissional e tecnológica no contexto da formação da juventude

A inserção dos jovens no mercado laboral é um investimento no futuro da sociedade, e a EPT é possibilidade real de educação que aproxima o cidadão das carreiras que estão porvir 

A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no Brasil já tem avanços significativos, a exemplo da Lei nº 14.645/2023, portanto, há inúmeros desafios e, dentre eles, o de expandir essa modalidade educacional, torná-la mais conhecida entre a juventude e sociedade em geral, e comunicar.

De acordo com a advogada especialista em elaboração e implementação de políticas públicas de educação, Carla Chiamarelli, ainda existe muito desconhecimento sobre a EPT no país. “Em uma pesquisa nacional de 2021, com 35 mil jovens, vimos que muitos não sabem da existência dessa modalidade. O desafio é criar campanhas de comunicação que ampliem o conhecimento dos jovens e pais”, disse ela, que representa o Itaú Educação e Trabalho, e esteve em Goiânia, no ano passado para o Congresso de EPT Goiás, ocorrido no mês de novembro.

“Desde 1909, o Brasil galga os trilhos da educação profissional e, ainda hoje, 115 anos após a criação das Escolas de Aprendizes e Artífices, pouco se propaga a educação técnica como possibilidade real de futuro”, enfatiza a diretora de Desenvolvimento e Avaliação do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), Alethéia Cruz.

De acordo com o Censo Escolar 2023, as matrículas na EPT, entre os anos de 2022 e 2023, passaram de 2,1 milhões para 2,4 milhões no Brasil, o que representa um crescimento de 12,1%. “No entanto, esse aumento é considerado pequeno, se comparado à realidade dos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico”, diz Alethéia, que completa: “Um resultado relevante, porém, também distante da meta do Plano Nacional de Educação, que propõe triplicar o número de estudantes na EPT”.

Quando se fala em ampliar essa modalidade educacional, há de se considerar a atualização dos cursos disponíveis no Brasil, deixando-os alinhados com as realidades de desenvolvimento dos municípios, estados e do país. “Se determinada região recebe turistas, o principal eixo de formação tecnológica será o turismo, hotelaria, infraestrutura e hospitalidade”, explica a diretora do CETT-UFG. Ela cita que em Goiás, por exemplo, cidades como Formosa, Santa Helena e Jaraguá executam, nos Colégios Tecnológicos (Cotecs), o curso técnico em Guia de Turismo. “No ciclo inaugural, iniciado no primeiro semestre deste ano, temos 93 estudantes se qualificando no segmento, por meio da EPT, gratuitamente", frisa Alethéia Cruz.

No aspecto de alinhar a EPT ao mercado de trabalho, o setor de turismo está contido na economia criativa (uma das economias emergentes que trazem boas possibilidades de inclusão produtiva dos jovens), que compreende atividades artísticas e culturais, com potencial para criação de trabalho e riqueza por meio da geração e exploração de propriedade intelectual e aspectos criativos. Oferece oportunidades no campo das artes, turismo e audiovisual.

Aproximando a juventude das carreiras que estão por vir, as Escolas do Futuro (EFG), igualmente aos Cotecs, ofertam cursos ligados à tecnologia e inovação, formando profissionais para as atuais e reais demandas do mercado. 

Aprendizado de Máquinas, Business Intelligence, Criação de Conteúdo Digital, Desenvolvedor Python, Desenvolvimento Web Mobile, Operador de Drone, Empresas Digitais são alguns dos cursos ofertados gratuitamente pelas escolas.

São várias as razões as quais no contexto da formação profissional e inserção do jovem no mundo laboral fazem da EPT uma possibilidade real de educação com resultados tangíveis. Isso, porque educação e trabalho são direitos constitucionais, porque a EPT está em sintonia com as constantes transformações e inovações tecnológicas e científicas, desenvolve habilidades e competências específicas, capacitando ou qualificando o cidadão para uma vida mais segura.

Bem avaliada e considerada pela classe empresarial brasileira, a Educação Profissional e Tecnológica (EPT), na teoria e na prática promove a integração entre o pensar e o fazer, dando mais sentido ao aprendizado; aumenta as chances de inclusão produtiva da juventude, bem como melhora as condições de renda/remuneração. É a primeira etapa para a qualificação de uma carreira que será desenvolvida de forma contínua, agregando novos conteúdos, ampliando competências técnicas e socioemocionais. 

“A EPT ainda aflora nos estudantes o crescimento intelectual, a criatividade e os tira de uma inércia, conduzindo-os na busca do saber, saber e fazer, e construir que se consolida a cada etapa de seu aprendizado”, ratifica a diretora do CETT-UFG, Alethéia Cruz. “Temos nos dedicado ininterruptamente por esta educação no estado, ao administrar as Escolas do Futuro e os Colégios Tecnológicos, que em 2023, receberam 90.846 matrículas”, finaliza.

Curso técnico em saúde, administrado pelo CETT-UFG, leva profissionais ao mercado de trabalho

Os Colégios Tecnológicos já formaram 29 turmas de técnico em enfermagem, e muitos já saem empregados melhorando as condições profissionais e salariais. Em julho próximo, novos editais serão abertos para seleção em diversos cursos 

 

“Finalizei o curso, e de imediato comecei a atuar, e hoje é possível eu desenvolver minha profissão em dois postos de trabalho”.  A declaração de Eliane Neves mostra o benefício direto e subsequente de um curso técnico em enfermagem ofertado no âmbito da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), pelo Colégio Tecnológicos do Estado de Goiás (Cotec). 

Ela é um dos exemplos de uma experiência transformadora de vida, por meio de qualificação pleiteada por vários segmentos produtivos e de serviços da sociedade, incluindo o ramo da saúde. Cada vez mais, esse mercado demanda mão de obra qualificada, e não somente para os setores de tecnologia e ciência, mas de profissionais aptos a dar atenção e cobertura à vida de forma abrangente em diversos ambientes da saúde.

De acordo com Alex Vieira, gerente de Ensino do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), 29 turmas de técnico em enfermagem já foram concluídas nos colégios. “O curso, oferecido gratuitamente, tem carga horária de 1800 horas, das quais 600 horas são destinadas para o estágio supervisionado obrigatório. Essa fase amplia a qualificação dos profissionais ao focar a prática, fazendo o curso ser bem aceito e buscado pela comunidade. “São diversos os retornos que recebemos desta formação, e vão desde a alta empregabilidade dos egressos até os diversificados campos de atuação, e isso nos motiva a investir esforços em todo os nossos cursos técnicos voltados à saúde ou para outras esferas”, afirma. 

Na fase do estágio obrigatório, Sirlene Lourenço reconhece os ganhos alcançados com a formação. “O curso só me ajudou a aperfeiçoar os cuidados da enfermagem com os pacientes, e as aulas práticas trazem muita sabedoria”, observa a estudante. 

Para Samara Franco, coordenadora de estágio do curso no Cotec em Piranhas, a formação assegura uma diversidade de oportunidades de trabalho. “O profissional pode atuar em consultórios, casas de repouso, centros de reabilitação, hospitais, serviços de emergência e urgência, e mesmo prestar serviços como autônomo, cuidando de pessoas”, explica.  

Durante todo o período do curso, Delvair Ferreira, 48 anos, se deslocava cerca de 60 quilômetros, de sua residência em Bom Jardim ao Cotec em Piranhas, para estudar. Ao declarar que o curso providenciou sua entrada no mercado de trabalho, ele se sente realizado e grato pelo aprendizado. “Hoje trabalho no hospital municipal da minha cidade, Bom Jardim”, enfatiza. “O curso foi muito bom”, completa.

Para a coordenadora de estágio, Samara Franco, seu maior orgulho é formar pessoas para essa área e ver os alunos conquistando, praticamente de imediato, uma posição ocupacional. “Fico orgulhosa em ajudar pessoas a evoluir e, sobretudo, conquistar a liberdade econômica”.

Situadas no âmbito da assistência à saúde da população, as competências do técnico em enfermagem são adquiridas com práticas laboratoriais e em campo-escola, alinhando ações teórico-práticas, como requer a Educação Profissional e Tecnológica. “O curso é uma opção rápida para atuar no ramo da saúde, iniciar a construção e consolidação do currículo profissional, conquistando independência financeira”, afirma o gerente de Ensino do CETT-UFG, Alex Vieira.

Segundo ele, os Colégios Tecnológicos (Cotecs) são estruturados de forma a possibilitar o estudante a praticar atividades sob supervisão, e não somente no campo da saúde, mas em todas as formações oferecidas. “Isso proporciona a consolidação do aprendizado. Ademais, parcerias são feitas junto a hospitais e instituições de saúde locais para viabilizar o exercício da prática profissional em campo, relativas ao técnico em enfermagem”, observa Vieira.

Novos editais 

A partir de julho próximo, os colégios divulgarão novos editais de seleção para os cursos técnicos oferecidos em diferentes áreas. Os cursos envolvem Capacitação, Qualificação Profissional e Nível Médio, na modalidade presencial.

Os editais estarão disponíveis no www.cotec.org.br a partir da segunda quinzena de julho/2024. 

As novas economias, as oportunidades de trabalho para o jovem e a EPT

O impacto das economias emergentes apresenta boas possibilidades de inclusão produtiva dos jovens, e na pauta está a necessidade de um relacionamento estreito da educação profissionalizante com os espaços reais de ocupação profissional 

O que as economias emergentes apresentam de possibilidades de carreira e trabalho para os jovens brasileiros? O que elas revelam ou escondem de implicações para o futuro não muito distante? É fato que um cenário de incertezas, altas taxas de desocupação e baixos salários envolvem a realidade dessa significativa parcela da população que está entre os 15 e 29 anos de idade.

Por fim, as rápidas alterações no mercado de trabalho, somadas às crises econômicas, produzem e vão trazer inúmeros desafios para a vida da juventude. Em busca de respostas, a dinâmica social aponta tendências para o mundo laboral e estampa a juventude nesse contexto, identificando as oportunidades para a inclusão produtiva e traçando sugestões para esferas estratégicas da sociedade, com foco na formação profissional e tecnológica.

De acordo com instituições pesquisadoras do assunto, as novas economias ou economias emergentes representam boas chances de inclusão dos jovens, desde que o Brasil se esforce em atualizar os cursos de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) existentes no país. Ainda, deixá-los em sintonia com as vagas existentes no mercado e com as reais demandas do setor produtivo/industrial, tornando conhecida dos jovens as carreiras do futuro.

“Acelerar este processo, expandir e democratizar mais a formação para o trabalho da população juvenil se faz urgente”, argumenta a diretora de Desenvolvimento e Avaliação do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG),  Alethéia Cruz.  Ela lembra que, em 2023, em Goiânia, durante o Congresso de Educação Profissional e Tecnológica de Goiás, diversos atores, inclusive do circuito nacional, estiveram reunidos nesse debate. “Foi um momento ímpar de análise, apresentação de estudos e discussão de tendências no âmbito da EPT, bem como do mundo do trabalho”, diz.

Conforme o estudo “Futuro do Mundo do Trabalho para as Juventudes", (2023), as vagas de emprego para os jovens brasileiros nos próximos anos estarão nas chamadas novas economias, agrupadas em cinco tipos: digital, verde, prateada, criativa e do cuidado.

Dos cerca de 1.7 milhões de jovens entre 15-29 anos, viventes em Goiás, 12,3% estão desocupados. O dado é do Itaú Educação e Trabalho, um dos organismos palestrantes no congresso organizado pelo CETT-UFG, que administra as Escolas do Futuro e os Colégios Tecnológicos do Estado de Goiás.

De acordo com Alethéia, as novas economias e a melhor estruturação da educação profissionalizante podem aliviar outras questões educacionais como a evasão escolar, a crise laboral e uma lacuna digital existente entre os jovens brasileiros. “A estruturação da Política Nacional da EPT, sancionada em 02 de agosto/2023 (Lei 14.645), pode ser a solução aos gargalos da expansão e democratização desta modalidade formativa”, comenta, ao destacar que o prazo para o governo federal elaborar a política é de dois anos, a contar da data da promulgação da lei. “De agosto do ano passado até o momento nenhuma ação foi tomada”. 

O alinhamento da formação juvenil por meio da EPT às economias emergentes se converte no apoio aos jovens em sua trajetória para o futuro promissor. “Devemos pensar na educação profissionalizante de modo a deixar o jovem sintonizado com as estas novas economias que estão despontando e com outras que porventura possam aflorar no país e no mundo”, ressalta Alethéia Cruz.

Economias Emergentes representam maior potencial de oportunidades nos próximos anos:  

Digital: Integra recursos digitais incorporadas a diferentes cadeias de produção. É formada pelos profissionais de tecnologia e recursos digitais incorporados a diferentes cadeias de produção, como educação, saúde e marketing. Atuam na área engenheiros mecânicos, técnicos em manutenção robótica, prestadores de serviços para instalação, cientista de dados, desenvolvedor de big data, programador web, programador de jogos digitais e engenheiro de software.

Verde: Engloba carreiras de produção, transformação e gestão de recursos naturais. Contribui para o bem-estar das sociedades combatendo os efeitos nocivos do processo de mudanças climáticas. Traz oportunidades em campos como energias limpas, turismo sustentável e agricultura. Nesta área, serão necessários especialistas em recursos hídricos, ecodesigners (que desenvolvem e produzem produtos sustentáveis), engenheiro de automação agrícola, cientista de dados agrícola, entre outros.

Criativa: Compreende atividades artísticas e culturais, com potencial para criação de trabalho e riqueza por meio da geração e exploração de propriedade intelectual e aspectos criativos. Também chamada de economia laranja, engloba atividades artísticas e culturais com potencial para criação de trabalho e riqueza. Oferece oportunidades no campo das artes, turismo e audiovisual. As profissões da área abrangem, por exemplo, streamers de jogos, técnicos de som, pesquisadores de mercado e chefs de cozinha.

Do cuidado: Abarca aqueles tipos de carreiras vinculados ao envelhecimento populacional na esfera do cuidado. Compreende as atividades de cuidado direto e indireto, em uma grande diversidade de serviços e profissionais como enfermeiros, cuidadores de idosos, empregados domésticos e babás. Também compreende a área da saúde, incluindo médicos, psicólogos, nutricionistas e instrutores físicos, e estética, como cabeleireiras e manicures.

Prateada: Incorpora as atividades econômicas que têm como público consumidor as pessoas com 50 anos ou mais. Tem oportunidades em áreas como serviços, cuidados pessoais e saúde. A área tem profissionais como cuidadores de idosos.

Por que fazer um curso técnico?

Ponto forte na educação, a formação técnica, por seus aspectos positivos, é bem aceita no mercado profissional e aprovada pela população. Nas Escolas do Futuro e nos Colégios Tecnológicos, a modalidade é destacável na formação de jovens e adultos 

Preparar melhor para o mundo do trabalho, qualidade, foco, prática, oferta de conhecimento específico, desenvolvimento de habilidades, ajuda no começo da carreira, menor investimento e tempo, gratuidade, inserção mais rápida numa profissão e salários bons estão entre as principais vantagens da formação técnica de nível médio.  E tudo isso, é o que explica a boa aceitação e aprovação dessa formação entre os brasileiros.  

“Com o curso tenho aprendido a desenvolver sistemas seguros dentro da internet, como sites e aplicativos, boas práticas de programação, além de entender processos de engenharia de software, por exemplo", assinala a estudante Mariana Carneiro. Aos 18 anos de idade, ela faz o curso Técnico em Desenvolvimento Web Mobile, na Escola do Futuro José Luiz Bittencourt, em Goiânia. 

Ela conta, com felicidade, que as habilidades apreendidas reforçaram sua visão de empreender. “Tenho interesse em trabalhar com a criação e desenvolvimento de sites institucionais e landing pages”, revela Mariana, que, ainda no início da jornada, já montou um portfólio e pretende fazer do aprendizado um negócio. “O curso foi essencial, sem ele não teria a base”, afirma. 

A opinião da estudante goiana reflete os dados da pesquisa Educação e Opinião Pública, realizada pelo Instituto FSB e Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento demonstrou que 91% dos brasileiros indicam cursos técnicos para ingressar no mercado.  

“Os cursos técnicos se traduzem num caminho mais rápido de ingresso no mercado de trabalho, pois as formações mais curtas alcançam 18 meses de duração”, explica o gerente de Ensino do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), Alex Vieira, ao lembrar que uma graduação leva de quatro a cinco anos. Segundo ele, outra vantagem é o foco na prática, mesmo que a teoria seja repassada com atenção. “A formação técnica se configura em instrumento de profissionalização, uma forma eficaz de desenvolver e apresentar novos talentos para as empresas”. 

Vieira ainda lembra que, ao contrário do que muitos pensam, a formação técnica não é inferior, tampouco para quem não pode fazer uma universidade, e não há concorrência nem substituição. “São possibilidades para aqueles que desejam aprender uma profissão na prática, alinhada às reais necessidades de mercado. É um meio de iniciar uma carreira, de se qualificar para uma progressão profissional e, ainda, dar continuidade nos estudos fazendo um curso superior posteriormente”. 

Como gestor das Escolas do Futuro e dos Colégios Tecnológicos, o CETT-UFG zela pela oferta de um extenso portfólio de cursos técnicos. Somente nas Escolas do Futuro, 31 cursos foram aplicados em 2023.  

As formações técnicas abrangem uma diversidade de áreas profissionais, e algumas são destaques na geração de postos de trabalho atualmente no país, a exemplo da informática, agronegócio, comunicação, saúde, gestão, meio ambiente, web e negócios. 

Abelardia  Gonçalves, 42 anos, fez o curso Técnico em Enfermagem no Colégio Tecnológico Fernando Cunha Júnior, em Piranhas, região Noroeste de Goiás. Para ela, a maior vantagem do curso foi “ganhar mais conhecimento e ampliar a possibilidade de colocação profissional”.  Com planos de continuar seus estudos, Abelardia optou pela enfermagem por ser um setor com projeção positiva de empregos.  

Tanto para Mariana quanto para Abelardia o curso técnico na Escola do Futuro e no Colégio Tecnológico, respectivamente, se traduziu em oportunidade de abertura para a vida profissional.  “A Escola do Futuro tem sido um ótimo ambiente para mim, porque os professores, laboratórios e equipamentos atendem às necessidades de aprendizagem”, opina Mariana. Já Abelardia tem no currículo vários cursos do Colégio Tecnológico. “Gosto muito”, conclui.

A EPT nos níveis médio e superior pode constituir uma trilha de formação ao longo da vida

A Educação Profissional e Tecnológica visa à formação integral preparando o estudante para o mundo do trabalho e para a vida em sociedade. Dezoito princípios legais norteiam esta modalidade educativa 

A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) é modalidade educacional que perpassa todos os níveis da educação nacional, integrada às demais modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência, da cultura e da tecnologia, organizada por eixos tecnológicos, em consonância com a estrutura sócio-ocupacional do trabalho e as exigências da formação profissional nos diferentes níveis de desenvolvimento, observadas as leis e normas vigentes.

A EPT é oferecida no ensino médio e no superior, podendo constituir um itinerário formativo contínuo de aprendizagem ao longo da vida. Tanto no ensino médio, quanto no superior, a oferta da EPT busca promover uma habilitação profissional de qualidade. Deve ser organizada, planejada e desenvolvida a partir das diretrizes nacionais da EPT (Resolução 1/21 do CNE/CP).

As diretrizes determinam os princípios, os critérios, as formas de organização, de planejamento, de avaliação, de validação de competência e certificação que devem ser considerados por todas as redes e instituições de ensino na oferta dessa modalidade. Recém reorganizadas e homologadas, as novas diretrizes trouxeram uma inovação: agruparam em um único documento as orientações para qualificações profissionais, cursos de níveis médio, superior e pós-graduação.

De acordo com a Resolução CNE/CP nº 1, de 05/01/2021, (Art 3º), são princípios norteadores da educação profissional e tecnológica: 

I - articulação com o setor produtivo para a construção coerente de itinerários formativos, com vistas ao preparo para o exercício das profissões operacionais, técnicas e tecnológicas, na perspectiva da inserção laboral dos educandos;

II - respeito ao princípio constitucional do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;

III - respeito aos valores estéticos, políticos e éticos da educação nacional, na perspectiva do pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho;

IV - centralidade do trabalho, assumido como princípio educativo e base para a organização curricular, visando à construção de competências profissionais, em seus objetivos, conteúdos e estratégias de ensino e aprendizagem, na perspectiva de sua integração com a ciência, a cultura e a tecnologia;

V - estímulo à adoção da pesquisa como princípio pedagógico presente em um processo formativo voltado para um mundo permanentemente em transformação, integrando saberes cognitivos e socioemocionais, tanto para a produção do conhecimento, da cultura e da tecnologia, quanto para o desenvolvimento do trabalho e da intervenção que promova impacto social;

VI - indissociabilidade entre educação e prática social, bem como entre saberes e fazeres no processo de ensino e aprendizagem, considerando-se a historicidade do conhecimento, valorizando os sujeitos do processo e as metodologias ativas e inovadoras de aprendizagem centradas nos estudantes;

VII - interdisciplinaridade assegurada no planejamento curricular e na prática pedagógica, visando à superação da fragmentação de conhecimentos e da segmentação e descontextualização curricular;

VIII - utilização de estratégias educacionais que permitam a contextualização, a flexibilização e a interdisciplinaridade, favoráveis à compreensão de significados, garantindo a indissociabilidade entre a teoria e a prática profissional em todo o processo de ensino e aprendizagem;

IX - articulação com o desenvolvimento socioeconômico e os Arranjos Produtivos Locais;

X - observância às necessidades específicas das pessoas com deficiência, ou superdotação, gerando oportunidade de participação plena e efetiva em igualdade de condições no processo educacional e na sociedade;

XI - observância da condição das pessoas em regime de acolhimento ou internação e em regime de privação de liberdade, de maneira que possam ter acesso às ofertas educacionais;

XII - reconhecimento das identidades de gênero e étnico-raciais, assim como as dos povos indígenas, quilombolas, populações do campo, imigrantes e itinerantes;

XIII - reconhecimento das diferentes formas de produção, dos processos de trabalho e das culturas a elas subjacentes, requerendo formas de ação diferenciadas;

XIV - autonomia e flexibilidade na construção de itinerários formativos profissionais diversificados e atualizados, segundo interesses dos sujeitos, a relevância para o contexto local e as possibilidades de oferta das instituições e redes de Educação Profissional e Tecnológica, em consonância com seus respectivos projetos pedagógicos;

XV - identidade dos perfis profissionais de conclusão de curso, que contemplem as competências profissionais requeridas pela natureza do trabalho, pelo desenvolvimento tecnológico e pelas demandas sociais, econômicas e ambientais;

XVI - autonomia da instituição educacional na concepção, elaboração, execução, avaliação e revisão do seu projeto político-pedagógico, construído como instrumento referência de trabalho da comunidade escolar, respeitadas a legislação e normas educacionais, estas Diretrizes Curriculares Nacionais e as complementares de cada sistema de ensino;

XVII - fortalecimento das estratégias de colaboração entre os ofertantes de educação profissional e tecnológica, visando ao maior alcance e à efetividade dos processos de ensino-aprendizagem de contribuindo para a empregabilidade dos egressos; e,

XVIII - promoção da inovação em todas as suas vertentes, especialmente a tecnológica, a social e a de processos, de maneira incremental.

Há mais de um século, a EPT gera oportunidades imediatas de trabalho ao brasileiro

Veja como nasceu e evoluiu o sistema de educação profissional que representa hoje uma das principais possibilidades para o jovem iniciar e continuar a sua formação

Você sabe como nasceu a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no Brasil? Das primeiras Escolas de Aprendizes Artífices aos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, esse sistema educacional completa 115 anos, neste 2024. Atualmente, é uma das principais possibilidades para jovens de diferentes regiões do Brasil iniciar e dar continuidade a sua formação profissional.

Na linha do tempo da EPT, é possível conhecer as mudanças mais significativas dessa história pela educação por meio de acontecimentos e datas importantes que marcaram sua evolução. No decorrer dos anos, diversas leis trataram do Ensino Profissionalizante, que apresentou diferentes nomenclaturas, mantendo o objetivo de formar pessoas para atender às demandas do setor produtivo. 

A mais recente mudança na EPT diz respeito à Lei nº 14.645/2023, sancionada pelo governo federal, a qual determina a criação de uma Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (EPT). 

 
1909  - Escola de aprendizes artífices 
Elas foram criadas em 19 estados com o objetivo de educar e ensinar um ofício a meninos de 10 a 13 anos em situação de vulnerabilidade social, inclusive índios. As instituições eram subordinadas ao Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio. 
 
1937 - Liceus profissionais 
Algumas instituições são transformadas em liceus. Com a reestruturação do Ministério da Educação e Saúde, é criada a Divisão do Ensino Industrial e o Departamento Nacional de Educação. O ensino técnico passa a ser elemento estratégico para o desenvolvimento da economia do Brasil. 
 
1942 - Escolas industriais e técnicas  
As instituições passam a ser subordinadas ao Ministério da Educação e Saúde. Com a criação de leis orgânicas, ocorre profunda reforma no sistema educacional brasileiro e, nesse contexto, o ensino profissional e técnico é equiparado ao nível médio. 
 
1959 - Escolas técnicas 
Instituições recebem autonomia didática, técnica, financeira e administrativa. São criados diversos cursos técnicos. Também é autorizado o início da formação técnica de nível superior, posteriormente estabelecida como Engenharias Operacionais. 
 
1978 - Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) 
Os centros tinham como objetivo realizar pesquisas na área técnica industrial e oferta de cursos industriais, de graduação e de pós-graduação. Formavam profissionais de engenharia industrial, tecnólogos e com licenciatura plena. Havia ainda cursos de extensão, de aperfeiçoamento e de especialização e foram criados cursos para formação de professores.

1988 - Defesa da Qualificação 
O artigo 25 da Constituição Federal define a qualificação para o trabalho como direito de todos. 
 
2008 - Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia 
Foi iniciado o processo de expansão, interiorização e consolidação da Rede Federal de Educação Profissional, com o objetivo de democratização e ampliação do acesso a conquistas científicas e tecnológicas e formação de profissionais qualificados. A partir dessa data, 31 Cefets, 75 unidades descentralizadas de ensino, 39 escolas agrotécnicas, 7 escolas técnicas federais e 8 escolas vinculadas às universidades federais passam a ter o status de institutos federais. Neste ano, portaria do MEC, institui o Catálogo de Cursos Técnicos.

 2017 - Lei nº 13.415 
A lei institui o novo Ensino Médio, que possibilita o ensino regular junto à formação técnica e profissional.

 2023 - Lei nº 14.645/23
A nova lei estabelece que a União, em colaboração com os estados e o Distrito Federal, deverá formular e implementar uma política nacional de educação profissional e tecnológica, articulada com o Plano Nacional de Educação (PNE). O prazo para elaboração dessa política será de dois anos, a contar da publicação da lei, em 02 de agosto de 2023.  

MEC reúne fórum de gestores de EPT dos estados e apresenta diagnóstico da modalidade

A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), do Ministério da Educação, promoveu no dia 25/04/24, a segunda reunião do Fórum de Gestores de EPT dos estados. Na ocasião, foi apresentado um diagnóstico da modalidade de ensino nas unidades federativas que preencheram o formulário encaminhado pelo MEC.

O diagnóstico trouxe informações como o número de escolas de Tempo Integral que possuem cursos integrados, 85%, no caso. Entre os cursos mais oferecidos estão aqueles relacionados à Tecnologia da Informação, administração e logística. O levantamento também trouxe dados sobre os professores que atendem a modalidade.

A Setec/MEC anunciou que a próxima reunião do fórum será presencial, dias 11 e 12 de junho, em Brasília/DF, para gestores do ensino médio articulado a EPT das redes de ensino estaduais. Será uma reunião formativa e de planejamento.

Fonte: Portal Consed

Formação técnica por meio do Ensino a Distância amplia a conquista de emprego

A oferta de cursos EaD mantém crescimento no país e, somada ao ensino técnico, gera condição socioprofissional que agrada à população. Em julho deste ano, o Colégio Tecnológico de Goiás abrirá dois novos editais de seleção na modalidade ofertando cursos técnicos

 

A extensa lista de benefícios do Ensino a Distância (EaD) e sua tendência de expressivo crescimento impulsionaram a oferta do curso Técnico em Guia de Turismo nos Colégios Tecnológicos do Estado de Goiás (Cotec). A novidade é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Retomada (SER), com gestão do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG). A formação ocorre nos municípios de Jaraguá, Formosa e Santa Helena, que juntos somaram 837 inscrições ao curso. “A alta procura mostra o potencial destas localidades e indica a boa aceitação da proposta, uma vez que preencherá uma lacuna de profissionais nas regiões, no segmento de turismo”, comenta o gerente de Ensino a Distância do Cotec, Juliano Lima.

De forma gradual, os cursos na modalidade a distância foram conquistando espaço no Brasil, até se tornarem o que vemos atualmente. Correspondendo às realidades de cada época, e marcados por diversas fases, os cursos eram ofertados, inicialmente, por correspondências, passando pelo rádio, telecursos na TV, e, hoje, são ofertados pela internet, o que permite a conciliação com a agenda de muitas pessoas.

“Eu faço o curso por entender que existe um campo enorme para se trabalhar com turismo em Formosa, e o aprendizado vai me formar como profissional regulamentado na área do turismo, que é o guia com formação técnica”, salienta a estudante Pâmella Miranda. Grata pela oportunidade de se qualificar numa área promissora para a região onde vive, ela diz que tudo é enriquecedor, e “é sensacional ter esta oportunidade. Agradeço a todos os envolvidos nesse projeto”.

No ciclo inaugural, iniciado no primeiro semestre deste ano, 93 estudantes estão se qualificando na área por meio da modalidade a distância, que, como os demais cursos do Cotec, é totalmente gratuito. “Dentro de 18 meses, as três localidades do estado, que têm grande potencial turístico, terão profissionais qualificados com os requisitos necessários para uma atuação ampla e exitosa no mercado de trabalho e no atendimento ao turista”, pontua o gerente  Juliano Lima, ao explicar que o curso estipula 20% de carga horária presencial, com um cronograma que prevê seis viagens, contemplando destinos regionais, nacionais e um internacional, com as despesas custeadas pelo Governo de Goiás.

Com planos de mudar sua atuação profissional do setor público para a iniciativa privada, Pâmella Miranda é conhecedora da carência de guias para a região, por isso sabe que o curso dará respostas aos interessados em operar neste campo: “A cidade vem se desenvolvendo no turismo há alguns anos e há uma deficiência de guias na região”.  Situada a 80 quilômetros de Brasília, e a 282 quilômetros de Goiânia, Formosa se destaca pelas inúmeras cachoeiras, parques ecológicos, aeroclube e sítios arqueológicos.

 O EaD e a formação técnica 

Com forte propensão de crescimento no país, a disponibilidade de cursos - sejam técnicos, profissionalizantes, de graduação ou mesmo pós-graduação -, na modalidade a distância certamente continuará a se expandir. 

É relevante a opinião dos brasileiros sobre a modalidade no que diz respeito à formação técnica. Oito a cada dez brasileiros acreditam que ter uma formação técnica ajuda a conseguir um emprego. Além disso, cursos técnicos são indicados por 91% dos brasileiros. O percentual sobe para 97% entre aqueles que têm formação técnica. Os dados são da pesquisa Educação e Opinião Pública, do Instituto FSB em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Ainda segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), desde 2020, o aumento do número de alunos em cursos à distância, foi de 428%.

Editais do Cotec 2024 

Ciente desta demanda, o CETT-UFG mantém um portfólio de 19 cursos técnicos, sendo alguns disponibilizados na modalidade EaD, nos Colégios Tecnológicos. Todos são focados em proporcionar rápida inserção no mercado de trabalho, além de garantir flexibilidade para que o aluno estude onde e quando quiser.

Para o próximo mês de julho, dois editais serão abertos nos Cotecs, especificamente na modalidade a distância. Um de fluxo contínuo para Capacitação e Qualificação Profissional, outro de Processo Seletivo de cursos Técnicos de Nível Médio.

Economia do Conhecimento move atividades tecnológicas e de inovação

 Os ambientes e laboratórios de pesquisa e experimentação das Escolas do Futuro foram movimentados com mais de 30 mil horas de laboração. Estudantes e empreendedores desenvolvem ideias, criam relações e se preparam para produzir e gerar valor em um mundo interconectado 

Cores, mobiliário especial, equipamentos e tecnologia à disposição, espaços amplos e um visual incrementado, que remete a um cenário lúdico. Mas são recintos de estudos, são os ambientes de inovação, que reúnem estudantes, empresas e potenciais empreendedores para uma aprendizagem guiada pela criação, pesquisa, planejamento, experimentação e prototipagem. 

Cada vez mais, os espaços inovadores são criados na sociedade, sobretudo nos estabelecimentos educacionais, onde se configuram em locais de troca de conhecimento e construção conjunta. Para os discentes das Escolas do Futuro de Goiás, os ambientes de inovação fomentam a criatividade, o pensamento crítico, favorecem a comunicação, a colaboração e a interatividade, o que propicia uma aprendizagem de qualidade. "Os laboratórios são bons para nosso desenvolvimento e currículo. Temos, aqui, acesso a um conhecimento que muitos não têm”, reconhece Débora de Souza, estudante na Escola do Futuro Paulo Renato de Souza, em Valparaíso.

“Os ambientes de inovação tornam o aprendizado personalizado e responsivo aos estudantes”, esclarece o gerente de Inovação e Tecnologia, do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), Pedro Henrique Gonçalves. De acordo com ele, ainda aumenta a atratividade do ensino e aperfeiçoa a permanência dos estudantes.  “E no que se refere à Educação Profissional e Tecnológica (EPT), os recursos empregados nestes ambientes preparam os jovens para lidar com os desafios da era digital”.

O desenvolvimento dos estudantes nestes locais não tem limites e os levam a penetrar com segurança na realidade tecnológica, robótica e digital. Os grupos de robótica Under Pressure e Rassilianos são mostras dos resultados gerados nos ambientes de inovação das Escolas do Futuro, administradas pelo CETT-UFG.  “Os grupos, ao criarem seus robôs competidores e conquistarem premiações nos âmbitos regional e nacional, trabalham metodologias ativas materializando o ensino, a tecnologia e a inovação”, diz o diretor da Escola do Futuro Luiz Rassi, Vinícius Seabra. 

Empresas 

Como os espaços são pensados para o desenvolvimento de soluções, as empresas e potenciais empreendedores encontram recursos para dar vida às ideias e projetos voltados a negócios. Neles, os interessados desenvolvem pesquisas, testam conceitos e hipóteses e encontram respostas para criar ou dar nova trajetória aos negócios que vislumbram.

Toda uma assistência, orientações e consultorias gratuitas são ofertadas pelo CETT-UFG por meio dos Serviços Tecnológicos e Ambientes de Inovação (STAI) implantados nas Escolas do Futuro, tanto na capital quanto em cidades do interior. A ocupação dos espaços de inovação tem sido significativa e demonstra o quanto as pessoas procuram alternativas de ocupação profissional. 

Nos cálculos de 2023, o CETT-UFG apurou 21.054 horas de uso dos espaços de Coworking (ambiente coletivo). Nos laboratórios de inovação, 8.303 horas de atividades promotoras de empreendedorismo, conexões e networking. No projeto de Pré-Incubação oferecido a pessoas e/ou empresas que querem dar vida a uma ideia ou desenvolver um negócio de forma estruturada, foram computadas 1.480 horas de estudos nos ambientes de inovação.

“Para utilizar os espaços de Coworking e os Laboratórios de Inovação, os interessados devem fazer agendamento online (www.efg.org.br), seguindo alguns critérios de participação. Já para a Pré-Incubação, edital de seleção é aberto para inscrição e fechamento de turmas, mas a inscrição é contínua”, explica o gerente Pedro Henrique Gonçalves.

Estes espaços também atendem a programas específicos do governo estadual, a exemplo do Goianas S.A, o qual intenta despertar no público feminino, conhecimentos e conexões para o empreendedorismo. No último edital, 61 projetos de mulheres com ideias inovadoras foram selecionados, e terão acesso gratuito à consultoria empresarial e vivência de negócios nos ambientes de inovação das Escolas do Futuro de Goiás.

Paloma Matos foi um das contempladas, e diz estar animada em participar dos estudos e adentrar os espaços de inovação, para dar vida ao seu projeto de abrir uma clínica de estética.  “Espero aprender sobre empreendedorismo, gestão de negócios e finanças relacionada à área clínica”, anseia.  

De acordo com o gerente de Inovação e Tecnologia do CETT-UFG, Pedro Henrique Gonçalves, estar inserido no STAI é ter a chance de aumentar conexões, criar um currículo de conhecimentos para negócios, “pois estes serviços e ambientes tecnológicos constituem-se em locais característicos da nova economia baseada no conhecimento, que tem protagonizado relevantes mudanças na sociedade e estimulado o desenvolvimento econômico”.

MEC coordenará GTI para implementar Política Nacional de EPT

Decreto n. 11.985/2024 foi publicado no Diário Oficial da União. Política Nacional de EPT será elaborada em articulação com PNE 

O Ministério Educação (MEC) instituiu, no dia 10/04, por meio do Decreto n. 11.985/2024, publicado no Diário Oficial da União, o Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) que produzirá subsídios para a formulação e a implementação da Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (EPT), em articulação com o Plano Nacional de Educação (PNE). 

De acordo com o Decreto, caberá ao Grupo de Trabalho Interinstitucional, que será coordenado pelo MEC, apresentar o diagnóstico sobre a situação da Educação Profissional e Tecnológica do país; propor metodologias para identificar e atualizar a demanda por EPT; e elaborar subsídios para a definição de metas, estratégias e ações a serem implementadas e de seus respectivos indicadores e métricas para avaliação da Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica.  

O GTI também vai elaborar um plano para a implementação da política, que contemplará, entre outras ações, o fomento à expansão da oferta de cursos de EPT em instituições públicas e privadas, observadas as necessidades regionais; o estímulo à realização contínua de estudos e projetos inovadores que visem à articulação da oferta de cursos de EPT às necessidades do mundo do trabalho; além da participação ativa do setor produtivo na formação e na empregabilidade dos egressos da EPT.   

O Grupo de Trabalho Interinstitucional será composto por representantes de diversos Ministérios, conselhos nacionais, associações, trabalhadores do setor produtivo, estudantes, instituições de pesquisa; além das entidades vinculadas ao MEC: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).   Caberá ao FNDE e ao Inep prestar assistência técnica ao GTI, para a obtenção de dados e informações sobre a Educação Profissional e Tecnológica.   

O Decreto estabelece, ainda, que o GTI terá a duração de 120 dias, prorrogáveis por igual período. O grupo se reunirá, em caráter ordinário, mensalmente, e seu coordenador poderá convidar especialistas e representantes de outros órgãos e entidades, públicas e privadas para participar das reuniões.  

O relatório final das atividades será encaminhado ao Ministro de Estado da Educação, Camilo Santana, e aos titulares dos órgãos e das entidades nele representados.  

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MEC  

Ações de extensão promovidas pelo CETT-UFG crescem 47% em um ano

Os projetos e programas elaboradoras pelo Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia levam os Colégios Tecnológicos para mais perto da sociedade 

Jornadas, feirões, oficinas, workshops e prestação de serviços. Dentro de cada evento diversas ações de extensão levam ao público em geral, nos 16 municípios goianos que contam com unidades dos Colégios Tecnológicos do Estado de Goiás (Cotecs), o portfólio de cursos dessas instituições de ensino focadas na educação profissionalizante. As atividades extensionistas, administradas pelo Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), gestor dos colégios, têm beneficiado diretamente a população, pois, além de apresentar e disseminar a atuação dos Cotecs, prestam um atendimento especializado a quem, por muitas vezes, busca oportunidade de aprendizagem/formação para o mundo do trabalho ou carece de informações diversas para melhorar a qualidade de vida.

O intenso crescimento dessas ações comprova a eficiência na missão de capacitar e qualificar que têm os colégios, a partir da oferta da Educação Profissional e Tecnológica (EPT). De acordo com o balanço de atividades do CETT-UFG, em 2022 foram 218 ações concretizadas, quantitativo que passou para 321, em 2023, resultando um acréscimo de 47%, nas ações socioeducativas, de caráter permanente ou eventual, promovidas com o objetivo de mobilizar as pessoas para novos posicionamentos profissionais.

As ações abrangem diversas áreas e/ou temáticas contextualizadas. Um exemplo do alcance dessas ações de extensão, a Jornada das Profissões, em Santa Helena de Goiás, reuniu, em média, 300 pessoas nas práticas das 16 oficinas, que versaram sobre costura, esmaltação, maquiagem, adubação orgânica, marketing digital etc. 

“A Jornada das Profissões foi uma ponte com o setor produtivo, para mostrar as possibilidades de formação e qualificação que temos dentro dos Colégios Tecnológicos”, lembra a diretora de Desenvolvimento e Avaliação do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), Alethéia Cruz. 

Ao se aproximar das comunidades, os Cotecs se popularizam no estado e colhem o reconhecimento do que fazem e/ou ofertam às pessoas com o portfólio de formação.  “Já fiz três cursos aqui, e, de zero a dez, minha nota é 11 para o Cotec”, atribui Túlio Parreira, estudante em Santa Helena de Goiás.

Outras ações de extensão, realizadas em datas especiais, igualmente ampliam a finalidade dos colégios, com atividades extrassala, realizadas junto à população, tal como o Dia da Mulher. Dentro do Goiás Social Mulher, o Cotec, localizado em Goiânia, registrou mais de 1.450 atendimentos no Espaço da Beleza, em seis dias de suporte à comemoração, na Praça Cívica. Durante o evento, o público, ao se beneficiar dos serviços e conhecer os cursos oferecidos, têm a oportunidade de realizar inscrições para uma capacitação ou qualificação.

De acordo com a coordenadora do Extensão do CETT-UFG, Fernanda Lopes, estas atividades amplificadoras dos colégios envolvem uma gama de serviços, atendimentos, informações que se traduzem em um bem para a vida social.  “É uma articulação do conhecimento e possibilidades para formação educacional/profissional das pessoas, sejam jovens ou adultos, que gera interação e inclusão”. 

Até o final de 2024, estão previstos outros 150 eventos dos Colégios Tecnológicos do Estado de Goiás.

Laboratórios tecnológicos são recursos didáticos nesta nova era

Necessários para o ensino-aprendizagem, esses espaços dão dinamismo às aulas. Num período de um ano o Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG) aumentou em 66% o número de laboratórios nas Escolas do Futuro 

Inovar no processo de ensino, empregar a tecnologia e implantar laboratórios nas escolas têm sido práticas essenciais para tornar as aulas mais dinâmicas e produtivas e atrair a atenção dos estudantes. Isso encontra explicação nas rápidas transformações tecnológicas que estão redefinindo, há algum tempo, a natureza do trabalho, das habilidades exigidas dos atuais e futuros profissionais e os recursos para novas aprendizagens. 

É no fato de professores e profissionais da educação encontrarem maior facilidade na comunicação com os alunos utilizando tecnologias no ambiente escolar que o Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), em conformidade com essa realidade, investe em laboratórios de tecnologia e no aparato necessário para deixar as aulas mais atrativas e geradoras de resultados, ações que impactam na formação dos estudantes das Escolas do Futuro do Estado de Goiás.

Victtor Gabriel Sousa faz o 1º ano do ensino médio simultaneamente com o técnico, cursando Desenvolvimento Web e Cyber Security na Escola do Futuro Raul Brandão de Castro, em Mineiros. Ele faz considerações sobre os diferenciais da escola: “Aqui posso evoluir em mecânica, programação, montagem, isso é bom para o futuro. Aqui se aprende bastante coisa, e o mais impressionante, os cursos são de graça”.

Nas escolas focadas na Educação Profissional e Tecnológica (EPT) os estudantes têm acesso a tecnologias de ponta, como braços robóticos, impressoras 3D, laboratórios de ciências, máquinas de corte a laser, mesas interativas e uma gama de outros equipamentos, materiais e espaços educativos voltados para a formação tecnológica. 

“Os laboratórios são espaços propícios para novas aprendizagens e tornaram-se um recurso pedagógico indispensável na vida escolar para que o jovem se adapte ao universo tecnológico e esteja mais bem preparado para o mundo do trabalho”, considera o professor e diretor da Escola do Futuro Luiz Rassi, Vinícius Seabra. 

De acordo com ele, os laboratórios são instrumentos didáticos da comunidade escolar quando se fala em ensino-aprendizagem. Nesse cenário, e como gestor das Escolas do Futuro, o CETT-UFG quase dobrou o número de laboratórios nas escolas em um ano. Os investimentos nos aparatos, entre 2022 e 2023, elevaram em 66% o número de laboratórios de tecnologia. Eles passaram de 24 para 40 unidades, com um investimento que ultrapassou os R$ 20 milhões na modernização e aquisição de equipamentos.

“Os laboratórios revitalizam o conceito de formação educacional e estão à disposição dos estudantes para pesquisa, experimentação, construção coletiva, favorecendo a relação entre disciplinas para o conhecimento e para a prática”, atesta o diretor do CETT-UFG, Moisés Cunha. 

Imersos na tecnologia, os jovens, hoje chamados de nativos digitais, sabem desfrutar, classificar e atribuir importância a tudo que aprendem e fazem nos laboratórios das escolas do futuro. “Aqui tudo é bom, os espaços e a qualidade dos equipamentos”, declara Larissa Matos, estudante na unidade da Escola do Futuro Paulo Renato de Sousa, em Valparaíso. 

Sob a ótica do novo cenário educacional, os laboratórios tecnológicos agregam às salas de aula um melhor desenvolvimento e preparação de uma nova geração de futuros profissionais, que são despertos a criar ideias e soluções. “Foi aqui no laboratório da escola que consegui fazer o primeiro corpo de um site em HTML, e isso é interessante”, celebra Larissa Matos, de 16 anos. “Estou preparando meu futuro”, conclui.

Projeto de Lei quer incluir mentoria em cursos de Educação Profissional e Tecnológica

Em análise na Câmara dos Deputados, medida altera a LDB e o Sine na intenção de ajudar os estudantes a enfrentarem desafios do mercado de trabalho 

O Projeto de Lei 5.962/23 determina que os cursos de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) ofereçam mentoria como parte do currículo, para apoiar a empregabilidade futura dos estudantes. 

Em análise na Câmara dos Deputados, o texto inclui a medida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).  A proposta altera ainda a lei que trata do Sistema Nacional de Emprego (Sine), para determinar que o sistema também inclua ações de mentoria profissional, para construir um plano de carreira sustentável. 

Hoje essa lei já prevê que os municípios que aderirem ao Sine promovam orientação e qualificação profissional. 

Conhecimento compartilhado 
O autor da proposta, deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG), explica que oferecer essas mentorias permite que jovens em capacitação ou desempregados usufruam de conhecimentos compartilhados por profissionais mais experientes.

Essas mentorias, exemplifica Abramo, ajudam a "desenvolver redes de contatos, habilidades de comunicação e estratégias para construção de um plano de carreira".

Acesso ao Sine 
“Outro ponto muito importante para as políticas de formação e qualificação profissional é a proximidade ou facilidade de acesso dos centros de treinamento e de educação profissional”, ressalta o deputado. 

Por isso, o projeto de lei determina que os Sine sejam instalados em regiões de fácil acesso para a clientela a que se destina. 

Tramitação 
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Educação; de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.   

Fonte: Com informações da Agência Câmara de Notícias

Obras do novo Colégio Tecnológico na cidade de Goiás avançam

Com 60% da construção construída e prevista para ser entregue até o final deste ano, a unidade do Cotec recebeu a visita do governador Ronaldo Caiado 

 

 Distante 148 quilômetros da capital Goiânia, a Cidade de Goiás receberá novo edifício do Colégio Tecnológico do Estado de Goiás (Cotec), um projeto do governo estadual, administrado pelo Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG). Na última semana de março o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, fez uma visita às obras da nova unidade.

Com recursos oriundos da administração pública, por meio da Secretaria de Estado da Retomada (SER), a obra totaliza um espaço de 2.800 m2, e 60% dela já está edificada. Até o momento, mais de R$ 8 milhões já foram investidos na nova sede do Cotec Goiandira Ayres do Couto, que atualmente funciona em um prédio alugado. Com previsão de entrega para o final do segundo semestre deste ano, a unidade será a primeira a contar com uma sala multididática, além de 10 laboratórios (culinária, beleza, informática, prática de enfermagem), e 7 salas de aula.

“A sala multididática será dedicada às mães em condições de vulnerabilidade, propiciando conforto e segurança para que elas possam deixar seus filhos no local enquanto fazem seus cursos de capacitação ou qualificação profissional”, explica o diretor do CETT-UFG, Moisés Cunha.

Há pouco mais de dois anos fazendo a gestão da rede dos Colégios Tecnológicos, que somam 17 unidades em Goiás, o diretor do CETT-UFG ratifica que esta nova sede vai contribuir na qualificação profissional dos cidadãos. “Isto é um grande marco para o CETT-UFG", pontua Cunha.

De acordo com o diretor, a unidade do Cotec na Cidade de Goiás efetuou 3.300 matrículas em 2023, e os cinco cursos mais demandados, por ordem decrescente, foram Bolos e Tortas, Corte e Costura, Enfermagem em procedimentos de baixa, média e alta complexidade, Enfermagem no atendimento a áreas hospitalares específicas e Alongamento de unhas. “A nova obra ampliará a capacidade de atendimento à população local”, destaca Cunha.

Em visita à obra situada no Bairro João Francisco o governador Ronaldo Caiado assinalou o arrojo e excelência do projeto, que, sob gerência da equipe de engenharia do CETT-UFG, conta com três blocos. “Espero que até o final do ano já possa entregar esse benefício à população. Vamos formar jovens que vão atender a demanda por serviços aqui na cidade, pessoas que querem ter uma profissionalização e uma renda a mais”, disse Caiado.

Além do empreendimento na Cidade de Goiás, o governo do estado, por meio da gestão do CETT-UFG, está também com as obras do novo Cotec em Cristalina, na região Leste do estado. No ano passado, mais de 4.600 vagas foram ofertadas no colégio, sendo os cinco cursos mais procurados por ordem decrescente, o de Alongamento de unhas, Informática básica, Design de sobrancelhas, Confeiteiro de bolos e tortas, e Maquiagem profissional.

Gestores e professores conduzem e ensinam, mas também necessitam de capacitação

Pilares das escolas, estes profissionais têm do CETT-UFG atenção especial por meio do processo de Formação Continuada 

Com o início do ano letivo de 2024 nas Escolas do Futuro e nos Colégios Tecnológicos começaram, também, as formações continuadas aplicadas pelo Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG) às equipes pedagógicas e de gestão, dessa rede de ensino pública, focada na Educação Profissional e Tecnológica (EPT). 

A busca por melhorias na rotina desses profissionais torna-se um processo profissionalizante, com destaque para o professor, tendo em vista o aperfeiçoamento dos saberes indispensáveis para a sala de aula e no relacionamento comunitário.  “As capacitações reafirmam o compromisso do CETT-UFG com um ensino de qualidade, ao incentivar professores e gestores a se adaptarem com as novas demandas, adquirir conhecimentos para dar soluções e respostas ao trabalho dentro e fora da sala de aula”, atesta a diretora de Desenvolvimento e Avaliação, Alethéia Cruz.

Nas seis unidades das escolas, a Formação Continuada somou 584 horas de treinamento e desenvolvimento para as equipes de gestão e corpo docente, em 2023. Para este ano, 32 novas capacitações estão planejadas.

"Há todo um cuidado e atenção no planejamento das ações de formação, pois é considerada a contextualização temática com as realidades ou necessidades das equipes”, observa o coordenador de Treinamento e Desenvolvimento do CETT-UFG, Wenderson Vieira, ao explicar que o objetivo é melhorar as práticas pedagógicas e aumentar a motivação das equipes, e “fazer dos profissionais agentes de transformação atualizados e capazes de dialogar com a comunidade”.

Pós-graduação incrementa a capacitação 

Manter-se atualizado é requisito para o profissional contemporâneo, independente do ramo de atuação. Tendo em vista que o professor é um dos principais suportes da educação, a formação continuada confere recursos e informações para melhorar o ensino e assistência aos alunos e aos gestores de ferramentas, que tornam o exercício alinhado com o cenário em constante mudança.

Nesse contexto, as equipes dos 17 Colégios Tecnológicos (Cotecs), participam das formações e desenvolvem melhorias técnicas e estratégias para lidar com as diversidades e oferecer um melhor processo para a aprendizagem.

Diretora do Cotec Luiz Humberto de Menezes, em Santa Helena de Goiás, Mônica Lourenço sabe da necessidade de aperfeiçoamento constante e dos frutos gerados. “Como resultados das formações oferecidas pelo CETT-UFG observamos a potencialização do processo de ensino-aprendizagem e a qualidade profissional dos alunos".

Acrescenta-se às 218 horas de formação continuada, voltadas às equipes dos colégios no ano passado, um incremento desse processo com a disponibilização de dois cursos de pós-graduação, para 2024.  Um na área de Gestão de Instituições Públicas de Ensino Profissional e Tecnológico; outro, em Docência para a Educação Profissional e Tecnológica, numa parceria entre o CETT-UFG, governo de Goiás e o Instituto Verbena da Universidade Federal de Goiás.

Com início previsto para o mês de maio/24, as duas especializações têm o único objetivo de transmitir conhecimentos e capacitar as equipes dos colégios, que atualmente somam 887 colaboradores, sendo 434 professores e, destes 81% têm nível superior.

De acordo com o diretor do CETT-UFG, Moisés Cunha, as especializações darão arrojo na atuação das equipes. “Qualificados, estarão ainda mais preparados para inovar na gestão e refinar o processo de ensino-aprendizagem. Estas especializações são espaços de conexões e construções de saberes, que ao final, refletirão nos processos dos alunos dos Cotecs, e nos relacionamentos com as comunidades locais e circunvizinhas”, pontua.

Inscrita na pós-graduação do Cotec, a diretora Mônica Lourenço recebe com entusiasmo a proposta. “Esse modo de pensar o fazer pedagógico e vivenciar novas experiências, novas pesquisas e estudos, novas formas de ver e pensar o colégio, seguem tecendo oportunidades para a educação em Goiás”.

Trabalhos de professores obtêm destaques em premiação

Dois projetos, um do Colégio Tecnológico outro da Escola do Futuro, ganharam o Prêmio Educador Transformador, um dos maiores eventos de educação e tecnologia da América Latina 

Os trabalhos desenvolvidos por dois professores da rede pública de ensino voltado para a Educação Profissional e Tecnológica (EPT), pertencente ao governo de Goiás e gerida pelo Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT), foram reconhecidos com o primeiro e terceiros lugares no Prêmio Educador Transformador, concedido pelo Instituto Significare, Bett Brasil e Sebrae.  

Os docentes atuam na Escola do Futuro e no Colégio Tecnológico, ambos do Estado de Goiás, em projetos que utilizam a tecnologia para incentivar a aprendizagem de jovens e adultos.

O docente Bruno Rogério Ferreira, do Colégio Tecnológico Jerônimo Carlos Prado, em Goiatuba, conquistou o 1º lugar na categoria Educação Profissional, e vai concorrer à etapa nacional do prêmio. Ele apresentou o projeto Adotando um Micro-organismo: uma interação com a tecnologia, que consiste em um método de ensino ativo, aplicado no curso técnico de Enfermagem.

Ele conta que o objetivo foi propor a metodologia baseada em projetos de ensino de microbiologia, tornando-o mais dinâmico e interativo. “O projeto foi desenvolvido em três etapas: a primeira, foi a divisão das duplas e adoção do micro-organismo. Na segunda, os estudantes ficaram responsáveis pela pesquisa do seu tema e desafios proposto pelo professor. Na terceira etapa, os estudantes gravaram vídeos sobre seus respectivos micro-organismos adotados e postaram nas suas redes sociais”, detalha o professor.

Bruno foi agraciado com uma viagem, com todas as despesas pagas, para a Bett Brasil 2024, um evento focado em Ensino Superior e Profissional, que será realizado na Expo Center Norte, em São Paulo, nos dias 23 a 26 de abril. 

Já o professor da Escola do Futuro Luiz Rassi, Murillo Folha de Jesus, especialista em Inovação em Mídias Interativas, atuante nos eixos de Tecnologia da Informação e de Comunicação da escola, em Aparecida de Goiânia, ocupou a 3ª colocação do Prêmio Educador Transformador, na categoria Educação Profissional da etapa estadual. “Sinto-me agraciado e serei embaixador dos educadores transformadores de Goiás”, ressalta Murillo.

Concorrendo com professores de diferentes regiões do Brasil, Murillo Folha conta que o projeto Jogos Eletrônicos como Ferramenta de Conscientização e Inclusão: Explorando o Potencial dos Games na Educação nasceu de um grupo de pesquisa e inovação da escola com o propósito de discutir, conscientizar e incluir pessoas com transtorno do espectro autista. “Além das atividades voltadas para a criação de jogos, a escola já realizou diversos eventos, torneios de e-Sports, extensões e grupos de pesquisa envolvendo a comunidade e os alunos”.

Em sua segunda edição, o Prêmio Educador Transformador é realizado em todo o país, e destaca projetos educacionais que levam ao desenvolvimento de competências, habilidades e/ou atitudes empreendedoras que possibilitem transformar o conhecimento e a experiência em resultados para o indivíduo e para a coletividade.

Grupos de Pesquisas das Escolas do Futuro levam Goiás para o mundo

Coordenador do grupo Lab Cultura apresenta resultados de pesquisa na Argentina 

O professor e coordenador do Grupo de Pesquisa em Inovação (GPI) Lab Cultura, da Escola do Futuro de Goiás (EFG) Luiz Rassi, Pablo Lopes participou de 11 a 15/03, do VII Congresso de Antropologia da América Latina, realizado de 11 a 15/03, em Rosário, na Argentina.

Workshop sobre soft skills reúne corpo gestor das Escolas do Futuro

Iniciativa quer desenvolver habilidades mais humanizadas para a direção das escolas

A Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape), e o Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG) reuniram, nos dias 14 e 15/03, as equipes de gestão das Escolas do Futuro do Estado de Goiás, no I Workshop em Soft Skills. O evento contou com a participação da diretora executiva da Funape, Sandramara Matias Chaves, a superintendente da fundação, Kamila Rabelo, e a diretora de Desenvolvimento e Avaliação do CETT-UFG, Alethéia Cruz.

Cursos técnicos impulsionam educação

A formação aumenta chances de carreira e abre possibilidades de reconhecimento público e científico de estudantes  

Ocupando lugar de destaque na lista de modalidades de formação educacional e profissional, o ensino técnico já se consolidou como uma opção atrativa aos jovens que buscam construir uma carreira consistente e promissora. Com eles, milhares de estudantes brasileiros têm alcançado condições socioeconômicas diferenciadas, quando se fala no valor, importância e resultados advindos desta formação escolar.

CETT-UFG: uma gestão de qualidade e de resultados em ascensão

O panorama da gestão 2022/2023 mostra crescimento geral das atividades e do perfil das Escolas do Futuro e dos Colégios Tecnológicos do Estado de Goiás 

Com dois anos de uma atuação permeada pelo fazer pedagógico focado na oferta da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), e na gestão da rede de ensino público formada pelas Escolas do Futuro e pelo Colégios Tecnológicos do Estado de Goiás, o Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG) apresenta, desde sua concepção em dezembro de 2021, resultados administrativos promissores.

Aplicativo de vagas de empregos desenvolvido pelo CETT-UFG facilita conexão entre empresas e pessoas

Com quatro meses de operação, Minha Vaga! já ofertou mais de 10 mil oportunidades de trabalho 

Lançado em novembro de 2023, a ferramenta desenvolvida pelo Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG) atendeu a uma demanda da Secretaria de Estado da Retomada (SER) e tem se mostrado eficiente para a oferta de vagas de trabalho e colocação de pessoas no mercado de trabalho.

Número de matrículas na educação profissional cresce 12,1% no Brasil

Censo Escolar 2023 revela que a modalidade teve o maior crescimento na educação básica, chegando a 2,4 milhões de matrículas 

Os dados levantados pelo Censo Escolar 2023 foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e mostram que a educação profissional e tecnológica (EPT) foi a modalidade de ensino que mais cresceu na educação básica no último ano no Brasil.

Programa que promove inovação leva estudantes a desenvolver protótipos

Seleção foi encerrada nas Escolas do Futuro de Goiás com 29 aprovados 

O Inove Mais já deu boas-vindas aos classificados no primeiro ciclo do programa neste ano. Assim, tiveram início as atividades que vão apoiar estudantes vinculados às Escolas do Futuro de Goiás na idealização ou no desenvolvimento de soluções inovadoras em produtos ou serviços e proporcionar o acesso às atividades de pesquisa aplicada, desenvolvimento experimental e outros serviços técnicos especializados.

Programa de pré-incubação tem mais de 60 projetos selecionados

As atividades do primeiro ciclo 2024 iniciam no mês de março em cinco unidades da Escola do Futuro do Estado de Goiás (EFG) 

As cinco unidades das Escolas do Futuro do Estado de Goiás focadas no ensino tecnológico iniciam as atividades do Programa de Pré-Incubação a partir de março, quando recebem os autores de empreendimentos e propostas de empreendimentos para as capacitações, consultorias e mentorias nos ambientes de inovação.

Uma gestão que atende, forma e gera resultados para todos

A administração dos Colégios Tecnológicos, pelo CETT-UFG, recebe avaliações positivas, que atestam o valor da educação inclusiva para todas as idades 

“Já fiz três cursos aqui, e de zero a dez, minha nota é 11 para o Cotec”. A espontânea e objetiva declaração de Túlio Parreira, 33 anos, pode ser considerada pequena, mas demonstra a eficiência da gestão dos Colégios Tecnológicos de Goiás (Cotec), sob responsabilidade do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG). Os colégios atendem, capacitam e qualificam pessoas de diversas faixas etárias, conforme a legislação da Educação Profissional e Tecnológica (EPT). O Cotec é destinado a cidadãos que procuram uma formação de qualidade, transformadora de realidades, e buscam a aproximação com o mercado de trabalho.

O que a pré-incubação faz pelas ideias

Além da tecnologia, artesanato também tem espaço nas capacitações rumo ao mercado de negócios profissionais 

Quem pensa que pré-incubação é espaço somente para tecnologia digital pode se surpreender. A amplitude das capacitações atende diversas atividades extramundo das startups como costumam ser conhecidas. A finalidade para todos é uma só: auxiliar no planejamento de negócios, por meio de um conjunto de atividades que visa estimular o empreendedorismo e preparar os projetos que tenham potencial de negócio. É nesta fase que ocorre a validação de uma ideia, ou seja, ela ganha vida e estrutura para chegar ao mercado consumidor com foco, organização e planejamento.

O Governo de Goiás, em parceria com o Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT/UFG) e com Instituto Verbena da Universidade Federal de Goiás (IV/UFG), publica editais dos cursos para qualificação de gestores e docentes do Cotec

A equipe pedagógica e de gestão das 17 unidades dos Colégios Tecnológicos do Estado de Goiás (Cotec) poderão de especializar nas áreas de Gestão de Instituições Públicas de Ensino Profissional e Tecnológicos e em Docência para a Educação Profissional e Tecnológica. São oferecidas 60 vagas em cada área.

Diretora de Artes do Centro de Educação Trabalho e Tecnologia da Universidade Federal de Goiás (CETT-UFG) recebe Prêmio da Fapeg

Flavia Maria Cruvinel, doutora em Educação, foi uma das três finalistas do Prêmio na categoria Pesquisador Inovador no Setor Público

Flavia Maria Cruvinel, diretora de Artes do Centro de Educação Trabalho e Tecnologia da Universidade Federal de Goiás (CETT-UFG), recebeu, na manhã do dia 01º de fevereiro, “Prêmio Fapeg de Ciência, Tecnologia e Inovação - Edição 2023" - etapa estadual, do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), prêmio Johanna Döbereiner, na categoria Pesquisador Inovador no setor público. A cerimônia aconteceu no Centro de Excelência em Empreendedorismo Inovador (Hub Goiás) e contou com a presença de diversas personalidades, incluindo Angelita Pereira de Lima, Reitora da UFG, Adriano da Rocha Lima, Secretário-Geral de Governo do Estado de Goiás, José Frederico Lyra Netto, Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Goiás (Secti), Odir Antônio Dellagostin, presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), e Marcos Fernando Arriel, presidente da Fapeg.

O treinamento, realizado na cidade Anápolis, trouxe novos projetos para 2024 e debateu a educação inclusiva na Educação profissional eTecnológica

Nos dias 19 a 21 de janeiro, o Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia promoveu o II Workshop de Educação Profissional e Encontro dos Docentes das Escolas do Futuro, com o intuito de capacitar, informar e promover a interação entre os docentes das Escolas do Futuro de Goiás. Com o tema Caminhos que Conectam: Diversidade e Inclusão - Planejamento pedagógico para a diversidade: ampliando acessos e eliminando barreiras na EPT, o encontro, que aconteceu em Anápolis (GO), contou com a presença de diretores, coordenadores e professores das Escolas do Futuro de Goiás.

Número de matrículas da rede de ensino gerida CETT-UFG passou de 100 mil em 2023

O Centro capacitou e qualificou na educação profissionalizante novo contingente de jovens e adultos 

Com o propósito de transformar vidas por meio da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), o Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG) tem tomado medidas para ampliar o acesso a essa modalidade de formação, o que fez com que, no ano passado, contabilizasse um quantitativo de 120 mil matrículas. Esse universo abrange todo o portfólio de cursos técnicos, de capacitação e qualificação profissional oferecidos nas Escolas do Futuro e nos Colégios Tecnológicos do Estado de Goiás, ambos administrados pelo CETT-UFG, sob convênio com a Secretaria de Estado Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), e Secretaria de Estado da Retomada (SER), respectivamente.

Programa Inove Mais está com inscrições abertas

Iniciativa que visa selecionar grupos para desenvolvimento de projetos ou protótipos nos ambientes das Escolas do Futuro está com inscrições abertas. Os grupos classificados contarão com apoio financeiro ao longo do programa 

Até o próximo dia 26 de janeiro seguem abertas as inscrições ao Programa Inove Mais, que tem como objetivos apoiar estudantes vinculados às Escolas do Futuro de Goiás que estejam desenvolvendo ou idealizando soluções inovadoras em produtos ou serviços e proporcionar o acesso às atividades de pesquisa aplicada, desenvolvimento experimental e outros serviços técnicos especializados.

Programa de pré-incubação traz novidades para 2024

Iniciativa gerida pelo CETT-UFG está com inscrições abertas até o dia 26 de janeiro. Dez  projetos aprovados vão contar com apoio financeiro no decorrer do programa 

Em 2023, depois de receber a inscrição de mais de 100 projetos empreendedores e/ou de inovação em dois ciclos de assessoria e orientações específicas para o desenvolvimento de negócios, o Programa de Pré-Incubação, gerido pelo Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG) e conduzido pelo Serviços Tecnológicos e Ambientes de Inovação (STAI), dentro das Escolas do Futuro do Estado de Goiás, anuncia novidades para 2024.

Educação a Distância garante novas perspectivas de vida

Centro de Educação, Tecnologia e Trabalho (CETT-UFG) registra aumento de 210% no número de matrículas em 2023 nos cursos ofertados pelas Escolas do Futuro e Colégios Tecnológicos, na modalidade EaD. Em Mineiros, estudante abre CNPJ e se profissionaliza estudando a distância 

Sem limites geográficos e requisitando do estudante a organização de tempo aos estudos, e alguns aparatos tecnológicos, o Ensino a Distância (EaD) cresceu de forma considerável no País na última década, ganhando destaque no período da pandemia do Covid-19. A modalidade tem demonstrado força e comporta motivos que levam os estudantes a optar por um curso nesse formato, composto pela tríade educação, metodologia e tecnologia.

Metodologia de ensino de robótica desenvolvida pelo CETT-UFG leva estudantes para campeonato mundial

Os alunos da Escola do Futuro de Aparecida de Goiânia vão competir no RoboWorld Cup FIRA, um dos maiores campeonatos de robótica do mundo, que está agendado para este ano no Brasil 

Eles são jovens, com idades entre 15 e 19 anos, e integram o grupo Rassilianos, nome que homenageia a Escola do Futuro de Goiás Luiz Rassi, em Aparecida de Goiânia, onde estudam robótica. Acumulando prêmios em campeonatos regionais e nacionais, o grupo, formado por cinco estudantes, garantiu vaga para o RoboWorld Cup FIRA 2024, torneio mundial de robótica, que será realizado de 5 a 9 de agosto de 2024, em São Luís, no Maranhão.

CETT-UFG reúne colaboradores em busca do tesouro

Atividade interativa teve foco no desenvolvimento da equipe e no resgate de conexões interpessoais

“Todas as atividades levaram ao resgate de um propósito simples, que é o trabalho executado pela equipe, e na oportunidade cada um pôde se autoconhecer melhor e também ao outro”, resumiu o facilitador do treinamento “Busca ao Tesouro”, Jean Paiva.

Projeto de Pré-Incubação leva empresário a desenvolver dispositivos para fabricação de óculos

A capacitação é gerida pelo CETT-UFG, por meio dos Serviços Tecnológicos e Ambientes de Inovação (STAI) das Escolas do Futuro 

Com três anos de atuação no ramo da produção de óculos, a Praditto Eyewear é resultado da ideia e visão do designer Edinardo Prado, que, em 2020, fundou, em Aparecida de Goiânia, região metropolitana de Goiânia, a pequena indústria de óculos de acetato. Com uma equipe de três colaboradores, Edi, como é conhecido, implementou um modelo de produção que reduz em 70% o uso de matéria-prima na fabricação de cada acessório, o que resulta em um produto refinado a um preço justo. 

CETT-UFG abre Processo seletivo para Assistente de Inovação

Prazo para inscrição termina terça-feira (05/12)

O Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), está com processo seletivo aberto para duas (02) vagas de Assistente de Inovação e Tecnologia. As vagas se destinam à equipe do centro, situado no Setor Leste Universitário.

As inscrições seguem abertas até o dia 05/12, conforme condições e especificações no edital de nº 52/2023, sob coordenação da Funape. Os interessados podem se candidatar gratuitamente à seleção, acessando o edital disponível no site da Funape.

Confira o edital aqui.

Por mais valor à educação profissional

Por mais valor à educação profissional

Presidente da SBPC defende a modalidade educacional e diz que o Brasil tem muito a fazer neste campo 

“A Educação Profissional e Tecnológica não pode ser entendida como a prima pobre, como alternativa para pobres terem menos crescimento do que os mais ricos que fazem faculdade”. A declaração é de Renato Janine Ribeiro, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), professor da USP e ex-ministro da Educação.

Minha Vaga!: pela inserção no mercado de trabalho

Minha Vaga!: pela inserção no mercado de trabalho

CETT-UFG entrega à SER aplicativo que amplia acesso ao emprego. Ferramenta que atenderá também os estudantes dos Colégios Tecnológicos foi lançada oficialmente, disponibilizando mais de 4 mil vagas 

Atendendo à Secretaria de Estado da Retomada (SER), o Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG) desenvolveu e entregou ao governo do estado o aplicativo para celular Minha Vaga! O principal objetivo é intermediar a busca e oferta de vagas de trabalho, levando aos municípios goianos um serviço inovador, gratuito, de simples navegação e totalmente online.

Governo de Goiás e CETT-UFG fortalecem a Educação em Tecnologia com o lançamento de programas inovadores

Governo de Goiás e CETT-UFG fortalecem a Educação em Tecnologia com o lançamento de programas inovadores

Em parceria com a iniciativa privada, o governo e o CETT-UFG lançaram os programas Jornada para o Futuro e o Pense Grande Tech, com o objetivo de preparar os jovens para os desafios digitais, através do acesso à educação tecnológica de qualidade e gratuita 

O governo de Goiás e o Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG) lançaram dois programas destinados a fortalecer a qualidade e a disponibilidade de cursos técnicos na área de tecnologia em Goiás: o Jornada para o Futuro e o Pense Grande Tech. A iniciativa é fruto da colaboração entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e o CETT-UFG, responsáveis pelas Escolas do Futuro de Goiás (EFGs), e entre a  Secti e a Secretaria de Educação (Seduc), entidade que supervisiona os Centros de Ensino em Período Integral (Cepis). Além disso, os Institutos Telles e Sonho Grande são parceiros essenciais desses programas.

Alunos de Educação Profissional e Tecnológica da rede de escolas administradas pelo CETT-UFG acreditam que os cursos ajudam a conquistar emprego

Os índices de credibilidade nas Escolas do Futuro e nos Colégios Tecnológicos batem os 80% e 95%, respectivamente. Pesquisa de egressos mostra alta empregabilidade e aumento de renda entre os estudantes

O cenário do desemprego é uma preocupante social em todo o país, porém, mesmo diante desta realidade, mais de 80% dos estudantes de cursos técnicos e de qualificação da rede de escolas geridas pelo Centro de Educação, Tecnologia e Trabalho (CETT-UFG) mudam suas vidas e conquistam uma colocação no mercado de trabalho.

Formação de talentos em tecnologia

Para um resultado seguro e satisfatório diante das mudanças mercadológicas, a formação de recursos humanos para a área requer decisões e parcerias entre o setor educacional, empresas e sociedade 

Os rumos econômicos, a sociedade e o cenário das relações políticas mundiais apresentam mudanças constantes e trazem situações geradoras de desafios para as mais diversas áreas profissionais. No âmbito da tecnologia é preciso uma atenção ainda maior.  Nos últimos anos, a formação de talentos em tecnologia tem sido um dos principais assuntos no meio social e empresarial. O motivo primeiro de tamanha discussão está na ameaça de um apagão de profissionais qualificados na área, frente à elevada demanda calculada por recursos humanos, aptos a ocupar postos de trabalho e produzir soluções digitais.

Congresso de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) teve mais de 1,3 mil inscritos

Com paineis e personalidades relevantes dos circuitos regional e nacional, o evento foi pioneiro em Goiás e manteve ampla programação para as comunidades docente, estudantil e social 

Com o objetivo de discutir as realidades, tendências e questões relacionadas ao ensino técnico e profissionalizante, o CETT-UFG e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação reuniram, em Goiânia, de 08 a 10/11, na primeira edição do Congresso de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) do Estado de Goiás, mais de 1,3 mil inscrições e 110 trabalhos apresentados.

Congresso de EPT tem presenças marcantes de instituições de ensino nacionais

Organização do evento receberá Ministério da Educação, Itaú, Centro Paula Souza, Senac, Senai, além das secretarias de estado Secti e SER.  Na Feira de Oportunidades, empresas poderão contratar recursos humanos especializados. O evento cria um espaço de múltiplas atividades em torno da EPT para o setor educacional e comunidade

Seleção de monitores voluntários

O Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG) publica edital para seleção de monitores voluntários para o 1º Congresso de Educação Profissional e Tecnológica (EPT), que será realizado em Goiânia, de 08 a 10 de novembro próximo, no Centro de Cultura e Eventos Prof. Ricardo Freua Bufáiçal, Campus Samambaia/UFG.

Congresso de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) vai contar com feirão de empregos

Evento vai conectar setor de educação e empresas em torno de uma agenda pública para a modalidade educacional, gerar oportunidades de trabalho, contratação imediata e premiar iniciativas estudantis  

A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) tornou-se a aposta para este século e para o futuro. Ela proporciona aos estudantes a aquisição de competências profissionais para inserção rápida no mundo do trabalho, aliando o ensino e a prática. Para o setor produtivo, o meio de preencher lacunas de mão de obra e carências de recursos humanos habilitados para novas e constantes demandas. Atualmente, é um dos assuntos de destaque no meio educacional, e fundamental para o desenvolvimento socioeconômico do país.  

CETT-UFG entrega obras de reformas das Escolas do Futuro e Colégios Tecnológicos

A modernização dos espaços inclui recursos de acessibilidade e reorganização dos laboratórios 

Em 2023, o Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG) já entregou quatro obras de reforma em unidades das Escolas do Futuro e dos Colégios Tecnológicos no Estado de Goiás. O projeto faz parte dos objetivos de gestão por parte do centro, que responde pela administração da rede de ensino focada na Educação Profissional e Tecnológica (EPT). 

Congresso organizado pelo CETT-UFG discutirá a Educação Profissional e Tecnológica

Evento vai divulgar e ampliar conhecimento público sobre essa modalidade educacional transformadora de vidas e geradora de oportunidades de trabalho. Além disso, vai premiar iniciativas estudantis para a área

Sob a temática “Educação Profissional e Tecnológica como caminho para a inovação social e transformação social”, o Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG) reunirá, de 08 a 10 de novembro, em Goiânia, docentes, estudantes e empresários em discussões, estudos e análises sobre políticas voltadas à Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e seus avanços no Estado de Goiás. As inscrições para participar do evento seguem abertas até 1º de novembro no site efg.org.br.

 

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