A educação profissional e tecnológica no contexto da formação da juventude

A educação profissional e tecnológica no contexto da formação da juventude

A inserção dos jovens no mercado laboral é um investimento no futuro da sociedade, e a EPT é possibilidade real de educação que aproxima o cidadão das carreiras que estão porvir 

A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no Brasil já tem avanços significativos, a exemplo da Lei nº 14.645/2023, portanto, há inúmeros desafios e, dentre eles, o de expandir essa modalidade educacional, torná-la mais conhecida entre a juventude e sociedade em geral, e comunicar.

De acordo com a advogada especialista em elaboração e implementação de políticas públicas de educação, Carla Chiamarelli, ainda existe muito desconhecimento sobre a EPT no país. “Em uma pesquisa nacional de 2021, com 35 mil jovens, vimos que muitos não sabem da existência dessa modalidade. O desafio é criar campanhas de comunicação que ampliem o conhecimento dos jovens e pais”, disse ela, que representa o Itaú Educação e Trabalho, e esteve em Goiânia, no ano passado para o Congresso de EPT Goiás, ocorrido no mês de novembro.

“Desde 1909, o Brasil galga os trilhos da educação profissional e, ainda hoje, 115 anos após a criação das Escolas de Aprendizes e Artífices, pouco se propaga a educação técnica como possibilidade real de futuro”, enfatiza a diretora de Desenvolvimento e Avaliação do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), Alethéia Cruz.

De acordo com o Censo Escolar 2023, as matrículas na EPT, entre os anos de 2022 e 2023, passaram de 2,1 milhões para 2,4 milhões no Brasil, o que representa um crescimento de 12,1%. “No entanto, esse aumento é considerado pequeno, se comparado à realidade dos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico”, diz Alethéia, que completa: “Um resultado relevante, porém, também distante da meta do Plano Nacional de Educação, que propõe triplicar o número de estudantes na EPT”.

Quando se fala em ampliar essa modalidade educacional, há de se considerar a atualização dos cursos disponíveis no Brasil, deixando-os alinhados com as realidades de desenvolvimento dos municípios, estados e do país. “Se determinada região recebe turistas, o principal eixo de formação tecnológica será o turismo, hotelaria, infraestrutura e hospitalidade”, explica a diretora do CETT-UFG. Ela cita que em Goiás, por exemplo, cidades como Formosa, Santa Helena e Jaraguá executam, nos Colégios Tecnológicos (Cotecs), o curso técnico em Guia de Turismo. “No ciclo inaugural, iniciado no primeiro semestre deste ano, temos 93 estudantes se qualificando no segmento, por meio da EPT, gratuitamente", frisa Alethéia Cruz.

No aspecto de alinhar a EPT ao mercado de trabalho, o setor de turismo está contido na economia criativa (uma das economias emergentes que trazem boas possibilidades de inclusão produtiva dos jovens), que compreende atividades artísticas e culturais, com potencial para criação de trabalho e riqueza por meio da geração e exploração de propriedade intelectual e aspectos criativos. Oferece oportunidades no campo das artes, turismo e audiovisual.

Aproximando a juventude das carreiras que estão por vir, as Escolas do Futuro (EFG), igualmente aos Cotecs, ofertam cursos ligados à tecnologia e inovação, formando profissionais para as atuais e reais demandas do mercado. 

Aprendizado de Máquinas, Business Intelligence, Criação de Conteúdo Digital, Desenvolvedor Python, Desenvolvimento Web Mobile, Operador de Drone, Empresas Digitais são alguns dos cursos ofertados gratuitamente pelas escolas.

São várias as razões as quais no contexto da formação profissional e inserção do jovem no mundo laboral fazem da EPT uma possibilidade real de educação com resultados tangíveis. Isso, porque educação e trabalho são direitos constitucionais, porque a EPT está em sintonia com as constantes transformações e inovações tecnológicas e científicas, desenvolve habilidades e competências específicas, capacitando ou qualificando o cidadão para uma vida mais segura.

Bem avaliada e considerada pela classe empresarial brasileira, a Educação Profissional e Tecnológica (EPT), na teoria e na prática promove a integração entre o pensar e o fazer, dando mais sentido ao aprendizado; aumenta as chances de inclusão produtiva da juventude, bem como melhora as condições de renda/remuneração. É a primeira etapa para a qualificação de uma carreira que será desenvolvida de forma contínua, agregando novos conteúdos, ampliando competências técnicas e socioemocionais. 

“A EPT ainda aflora nos estudantes o crescimento intelectual, a criatividade e os tira de uma inércia, conduzindo-os na busca do saber, saber e fazer, e construir que se consolida a cada etapa de seu aprendizado”, ratifica a diretora do CETT-UFG, Alethéia Cruz. “Temos nos dedicado ininterruptamente por esta educação no estado, ao administrar as Escolas do Futuro e os Colégios Tecnológicos, que em 2023, receberam 90.846 matrículas”, finaliza.

 

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