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Diretoria de Ensino do CETT-UFG desenvolve projeto beneficente com estudantes dos Colégios Tecnológicos de Goiás

Projeto Confecção de Moletons foi implementado em turmas do curso de Corte e Costura em 11 cidades de Goiás. Ao todo, 290 estudantes produziram mais de 1500 conjuntos para crianças de zero a 12 anos  

A diretoria de Ensino do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia desenvolveu, entre os meses de junho e julho, projeto Confecção de Moletons para serem doados para famílias em situação de vulnerabilidade. As peças de frio foram produzidas, ao longo de 20 dias, por 290 estudantes das turmas do curso de Corte e Costura da rede de ensino, em Goiás. O ponto alto do projeto aconteceu na última semana, com a entrega de 1525 conjuntos de agasalhos infantis para entidades filantrópicas e unidades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), órgão ligado às gestões municipais. Parte da produção foi entregue, ainda, à Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) para distribuição em Goiânia.

O projeto Confecção de Moletons foi planejado a partir da demanda dos próprios estudantes e professores dos diversos cursos de moda oferecidos pelo Cotec. Motivada ainda por notícias sobre a chegada de frentes frias em Goiás, a equipe de ensino decidiu colocar o projeto solidário em prática, como explica o gerente de Ensino do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT), Alex Vieira. 

“Com a chegada do período de inverno, encontramos a oportunidade perfeita para tirar o projeto do papel. Assim, fizemos a alteração dos insumos que já são disponibilizados para a execução dos cursos de Corte e Costura, trocando os tecidos de algodão cru por moletom. Sem custos adicionais, a ação permitiu alinhar o ensino e a prática dos estudantes a uma demanda das comunidades locais”, afirma.

Gerente de Ensino do CETT-UFG, Alex Vieira, coordenou a implatação do projeto nas unidades do Cotec (Foto: Wéber Félix)

A iniciativa, além de proporcionar a formação técnica e profissional dos estudantes, cumpre um importante papel social, um dos pilares dos Colégios Tecnológicos de Goiás. Apesar de algumas unidades já terem promovido ações semelhantes, como a produção de brindes têxteis, camisetas e blusas, essas iniciativas foram pontuais. Esta é a primeira vez que várias unidades se unem para desenvolver uma ação em rede. O projeto envolveu turmas de Catalão, Campo Alegre de Goiás, Cidade de Goiás, Faina, Cabeceiras, Goianésia, Jaraguá, Trindade, Uruana, Itapuranga e Santa Terezinha de Goiás.

“Já tivemos ações pontuais em algumas unidades, mas nenhuma teve a dimensão desta. Esta é a primeira ação desenvolvida em rede, e foi muito bem aceita. Gestores, professores e estudantes abraçaram a ideia e a desenvolveram com muito sucesso. Neste momento, chegamos ao ponto alto do trabalho em equipe. A motivação é poder atender as crianças dessas comunidades”, ressalta o gerente de Ensino do CETT, ao tratar da importância da iniciativa.

O diretor do Cotec Padre Antônio Vermey, de Palmeiras de Goiás, Rafael Godoi, celebra a iniciativa que une a qualificação profissional e a prestação de serviço às populações das cidades onde os cursos foram ofertados. “Vai completar três anos que estamos rodando cursos aqui em Trindade, desde modelagem até costura avançada. E agora, é a primeira vez que ofertamos um curso específico para Confecção de Moletom. Estivemos todos, muito, envolvidos com esse projeto, no qual desenvolvemos as habilidades dos estudantes, os preparando para o mercado de trabalho, e ainda podermos ajudar outras pessoas com as peças que produzimos durante as aulas. É muito gratificante fazer parte deste projeto”, reforça o diretor. 

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Diretor do Cotec Padre Antônio Vermey, Rafael Godoi, acompanha as últimas aulas do curso de Corte e Costura na UDEPI Trindade (Foto: Wéber Félix)

Os Colégios Tecnológicos de Goiás são uma iniciativa do Governo de Goiás em parceria com a Universidade Federal de Goiás, sob a gestão do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG). Com cursos voltados para a capacitação profissional e técnica, o COTEC promove a geração de emprego, renda e empreendedorismo em todo o estado. Atualmente, a rede é formada por 17 unidades, presentes em 16 cidades goianas, além de polos que oferecem aulas presenciais e a distância, incluindo as Unidades Descentralizadas de Educação Profissional e Inovação (UDEPIs), que também disponibilizam cursos nas duas modalidades.

L.I.V.R.E.: mulheres no comando da própria liberdade financeira

Com foco em autoconhecimento, planejamento e reprogramação de crenças, programa do Cett/UFG transforma a relação das mulheres com o dinheiro e consigo mesmas

Liberdade, Inteligência, Valor, Riqueza e Evolução. Esses são os pilares do Programa L.I.V.R.E., iniciativa do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia da Universidade Federal de Goiás (Cett/UFG), criada para apoiar mulheres na construção de uma nova consciência financeira. Idealizado pela diretora de Desenvolvimento e Avaliação do Cett/UFG, Dra. Alethéia Ferreira da Cruz, o projeto vai além dos números e acolhe histórias, emoções e realidades diversas, promovendo uma jornada de transformação prática e emocional. “L.I.V.R.E. é um convite para que as mulheres se libertem de padrões limitantes e desenvolvam uma nova consciência financeira, emocional e prática”, afirma Alethéia.

Durante quatro semanas de mentoria, as participantes mergulham em dinâmicas que integram planejamento financeiro, rodas de conversa, visualizações guiadas e exercícios de autoconhecimento. Todo o conteúdo é pensado para refletir o cotidiano da mulher brasileira, que muitas vezes acumula responsabilidades e enfrenta barreiras para alcançar sua autonomia financeira. “Usamos uma linguagem acessível e respeitamos o ritmo de cada mulher. O que queremos é que elas saiam mais confiantes e empoderadas para tomar decisões alinhadas com seus valores e sonhos”, explica a idealizadora.

A psicóloga Luana Teixeira Montes também integra a equipe do programa, trazendo uma abordagem emocional essencial para o processo de mudança. Ela acompanha os encontros e conduz reflexões sobre crenças, autoestima e segurança emocional. “A relação com o dinheiro é carregada de sentimentos que, muitas vezes, vêm desde a infância. Trabalhar essas questões de forma acolhedora permite que as participantes ressignifiquem experiências e ganhem mais clareza e força para tomar decisões conscientes”, destaca Luana.

Para Fernanda Lopes da Silva, participante da primeira edição do programa, a experiência foi transformadora. “Aprendi muito sobre mim, sobre o que acredito em relação ao dinheiro e como posso lidar melhor com ele. Foi muito importante perceber que eu não estou sozinha e que posso, sim, mudar meus hábitos e ter uma vida mais tranquila financeiramente”, relata. Assim como ela, outras mulheres relataram mudanças significativas: desde sair do vermelho até iniciar o primeiro investimento, passando pela melhora na autoestima e nas relações familiares.

Mirella Melazo, outra participante do projeto, destaca a potência de iniciativas como essa para o fortalecimento feminino. “Esse tipo de ação é fundamental para que mais mulheres se reconheçam como protagonistas das próprias histórias. Quando elas entendem seu valor e ganham ferramentas para se organizar, tudo muda. Elas ganham liberdade de verdade.” O Programa L.I.V.R.E. segue como um espaço seguro, acolhedor e transformador — um passo essencial para que mais mulheres prosperem com consciência e autonomia.

CETT-UFG e Lab. Eita se unem para o desenvolvimento de tecnologias assistivas

Projeto da UFG que busca dar mais autonomia a pacientes com limitação motora, agora conta com parceria do CETT 

O Centro de Educação Trabalho e Tecnologia, ligado à Universidade Federal de Goiás (CETT-UFG), e o Laboratório de Estudos Inventivos em Tecnologias Assistivas (Lab. Eita), também da UFG, captaram recursos no Ministério de Ciências Tecnologia e Inovação (MCTI) para capacitar alunos da Escola do Futuro de Goiás para que possam desenvolver equipamentos com tecnologias assistivas junto com o Lab. Eita. 

O Lab Eita é um projeto de um Grupo de Pesquisa Multidisciplinar em Tecnologias Assistivas, que envolve alunos e professores da UFG, criado no ano de 2024, que constrói órteses e próteses de membros superiores e inferiores, andadores adaptados à altura, engrossador de talheres adaptado, adaptador de chaves, adaptador multifuncional de copo, escrita e talher, mini-cadeira de rodas, com o objetivo de auxiliar pessoas com limitações motoras.

“Juntos, estamos transformando desafios em oportunidades, a fim de tornar o mundo, um lugar mais acessível para todos”, afirma o coordenador do grupo, o arquiteto e professor da UFG, Pedro Gonçalves. “É importante destacar que as tecnologias assistivas não são apenas ferramentas, são facilitadores de igualdade de oportunidades. Elas abrem portas para que todos possam participar plenamente da sociedade, seja no trabalho, na educação, no lazer e em todas as áreas da vida”, complementa. 

Além de auxiliar as pessoas, o grupo tem publicado artigos científicos e recebido prêmios por seus produtos, como ocorreu no último Congresso de Pesquisa e Extensão (Conpeex) da UFG, quando a egressa Laura Duarte Santana, do curso de Design de Produtos, recebeu o 1º lugar no 8º Prêmio UFG Empreendedorismo ,na categoria de Soluções Socioambientais a partir de Contextos diversos, com um trabalho que é fruto das pesquisas desenvolvidas no Lab. Eita, tendo como foco a produção de próteses de membro superior com impressão 3D. 

No intuito de tornar a tecnologia assistiva mais acessível e eficiente para todos, o Lab. Eita convida pessoas que queiram testar os produtos. Para tal, basta entrar em contato no direct https://www.instagram.com/lab.eita/ ou enviar um e-mail para Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo..

Qualifica Goiás integra rede CETT/UFG

Por Moisés Cunha  

Diretor geral do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia CETT/UFG 

A rede de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) foi ampliada em Goiás nos três últimos anos, com a contribuição do Centro de Educação Trabalho e Tecnologia (CETT), instituição ligada à Universidade Federal de Goiás que tem lutado pela igualdade de oportunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade social e empreendido esforços para minimizar as desigualdades econômico-sociais. O projeto do CETT/UFG começou com um convênio com o governo de Goiás, por meio do qual a instituição gerencia os Colégios Tecnológicos e as Escolas do Futuro, que já certificaram mais de 300 mil pessoas desde 2022. Para garantir que essas oportunidades cheguem a quem mais precisa, o CETT/UFG tem se empenhado em buscar outros recursos que proporcionem qualificação gratuita para quem mora em Goiás. 

Uma dessas oportunidades veio com a parceria estabelecida com o Governo Federal, por meio do Ministério do Trabalho e Emprego, no programa Qualifica Goiás, no âmbito do Programa Brasileiro Manuel Querino de Qualificação Social e Profissional - Qualifica Brasil, que ofertou 1280 vagas no segundo semestre de 2024 e, agora, em 2025, oferta mais 1200 vagas em cursos profissionalizantes nos segmentos de beleza, gastronomia, informática, modelagem e saúde, ministrados em diversas cidades goianas e totalmente gratuitos. 

Voltado ao desenvolvimento de ações de qualificação social e profissional a jovens trabalhadores, de forma a contribuir com a formação geral, o acesso e a permanência no mundo do trabalho, o programa busca, também incluir minorias, em observância a resoluções que instituem o Programa Qualifica Brasil, que já auxiliou na capacitação de mais de 50 mil alunos em todo o país. 

A última pesquisa apresentada pelo Observatório EPT comprova que a modalidade educacional demonstrou sua força no país: de 2022 para 2023 o número de matrículas passou de 2,1 milhões para 2,4 milhões, sendo que as redes estaduais representaram 38,2% das matrículas, a rede federal 13,7% e a rede privada 44,4% das matrículas.

Além da transmissão de conhecimentos, a EPT pode proporcionar ao aluno as condições ideais para elevar o nível de sua formação, possibilitando a inserção na vida profissional e social. Afinal, ter uma renda salarial é mais do que ter assegurada a sobrevivência, é, também, ter um lugar assegurado na sociedade.  

Assim, o Qualifica Goiás cumpre o objetivo de dar autonomia aos trabalhadores, garantindo acesso ao trabalho decente e a novas oportunidades de renda, oferecendo cursos alinhados com as demandas dos setores produtivos de cada região. Em um cenário de mudanças constantes no mercado de trabalho, a qualificação profissional se torna fundamental para uma transição justa e inclusiva para todos. Com o Qualifica Goiás o CETT/UFG reafirma seu compromisso com a EPT, que promove a integração entre teoria e prática, aumentando as chances de inclusão produtiva da juventude, melhorando as condições de renda e de qualidade de vida. A inscrição está disponível em  https://site.cett.org.br/, na aba Qualifica Goiás.

Seminário Elas Inovam apresenta informações vitais para mulheres empreendedoras

Evento organizado pelo CETT/UFG e pela Escola do Futuro de Goiás reuniu mais de cem pessoas no Hub Goiás, no dia 22 de março, para debater empreendedorismo feminino e tecnologia

Com o objetivo de impulsionar a participação feminina no ecossistema da inovação, o Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT/UFG) e a Escola do Futuro, promoveram o seminário Elas Inovam, que trouxe profissionais da área do empreendedorismo para falarem sobre suas experiências na área e apresentou resultados alcançados pela Escola do Futuro de Goiás por meio de programas de formação voltados a mulheres. O evento contou com a participação de alunas das seis unidades da Escola do Futuro situadas nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Mineiros, Santo Antônio do Descoberto e Mineiros. 

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Tendo como mestre de cerimônias a consultora jurídica da Escola do Futuro Luiz Rassi, de Aparecida de Goiânia, Maria Camila da Silva Lima, o seminário foi iniciado por uma formidável apresentação de Dança do Ventre da bailarina Natalia Alves dos Santos do Studio Nouf.

Uma roda de conversa mediada pela microempresária Andressa Martins, consultora da Escola do Futuro Luiz Rassi, com formação em Publicidade e Propaganda, deu início à programação de palestras e debates. Andressa contou que começou sua loja de açaí dentro de um programa de Pré-Incubação de Empresas da Escola do Futuro, em 2022. Desde então, deslanchou como empreendedora e hoje é, também, consultora do programa Goianas S/A, na mesma escola. “O empreendedorismo feminino tem tido muito incentivo da Escola do Futuro, e isso é muito bom, porque é difícil empreender, principalmente para a parte feminina da população, porque as pessoas não dão crédito suficiente. Muitas vezes a gente precisa gritar para ser ouvida”, comentou. 

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Na roda de conversa, Andressa conversou com três mulheres empreendedoras: Lorelei Schindel, Drielly Neres e Keroliem Reges. Lorelei Schindel fez parte da primeira edição do Goianas S/A, na Escola do Futuro Luiz Rassi, e, com o auxílio das consultoras do programa, criou a empresa Lory Crochês, que, neste ano, começou a exportar seus produtos para a Europa. “Eu queria aprender a lidar com a tecnologia, aí eu tive que começar desde montar um Instagram, fazer oficinas de fotografia. A gente teve apoio 100% dentro da Escola do Futuro, então essa parte, quebrar esse tabu, tipo ‘Eu vou fazer’, ‘eu vou conseguir’, ‘eu vou dar conta’ não é fácil. Nosso grupo foi bem unido, das primeiras mulheres do Goianas S.A., acho que foi o diferencial, a gente debatia muito ali dentro. E eu via que todas nós ali tínhamos essa dificuldade na área da tecnologia. Então, esse foi o maior desafio para eu desenvolver o meu projeto para começar a empreender”, narrou.

Drielly Neres, coordenadora do GPI Comunilab, da Escola do Futuro Paulo Renato de Souza, de Valparaíso, e mestre em Educação e Tecnologia, elencou as ações que tem realizado para incentivar mulheres no processo do empreender. “A gente busca fomentar a concepção motriz da comunicação, dentro desse processo da economia criativa para possibilitar que as pessoas compreendam a comunicação como uma estratégia fundamental nesse processo de construir e desenvolver um negócio. Além disso, eu fundei e sou presidente da Academia Valparaisense de Letras, e sou uma empreendedora de livros também, temos um selo editorial, a Colibri, onde a gente estimula e trabalha a ideia de produzir livros, principalmente por mulheres. Hoje, nós temos uma academia composta por 70% de mulheres, e dentre as 568 academias de Letras que nós temos em nosso país, nós temos somente 43 mulheres à frente, e eu tenho muito orgulho de ser uma delas. O meu trabalho é inspirar para que tenhamos cada vez mais”, declarou. 

Keroliem Reges, proprietária da empresa Reges transportes de aparecida de Goiânia, falou sobre os desafios que tem encontrado no exercício de sua função. “A área de transportes em Goiânia e Aparecida tem 95% de homens. Na minha empresa tem 20 funcionários e eu sou a única mulher, então, eu sofro muito machismo. Chega alguém para fazer uma vistoria, por exemplo, e ele já quer diminuir a gente simplesmente por ser mulher, insinuando que a gente não entende, então, o principal desafio ainda é esse, ele chega e diz que quer falar com o proprietário, e eu digo, ‘você está falando com a proprietária’.  Eu tento superar isso sabendo muito da minha área. Ontem, por exemplo, eu tirei minha carteira de motorista na categoria D”, detalha. 

Transformação digital 

A carioca Raquel Belém, formada em Jornalismo, com MBA em Gestão de Marketing Internacional pela Massachute Institute of Business dos Estados Unidos e é executiva comercial em uma grande empresa de tecnologia, abordou o tema “Transformação digital e o poder das mulheres, como inovar e conquistar seu espaço no mercado de trabalho”. Ela compartilhou um pouco de sua trajetória, contando como vivenciou as mudanças no mercado trazidas pelo universo digital, detalhando sua adaptação a essas mudanças e o quanto isso impactou na sua vida empresarial. Raquel reiterou a percepção das múltiplas barreiras que as mulheres sofrem no mercado de tecnologia: “Essas barreiras parecem que triplicam, porque é um mercado que sempre foi muito masculino, e existem muitas barreiras para entrar”. 

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Assim, ela fez um convite às mulheres para que elas possam se preparar e, de fato, acreditar que é possível transformar suas vidas e suas carreiras, fazendo da tecnologia uma aliada. “Quando as mulheres assumem grandes papéis de liderança, tanto líderes de empresas particulares como de estatais, mulheres empreendedoras do mercado de tecnologia e de outros mercados, elas conseguem transformar suas vidas, a realidade de seu entorno e ainda impactar a vida de outras pessoas”, incentivou. 

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Alethéia Cruz, diretora em Avaliação e Desenvolvimento do CETT/UFG e referência em inteligência financeira, ministrou a palestra “Empreenda com inteligência financeira”. “Falar sobre dinheiro, sobre finanças costuma ser um tabu entre mulheres. Mas nós precisamos discutir isso e precisamos ter em mente o que devemos fazer. Nós mulheres precisamos estruturar tudo na nossa vida, e eu divido essa estruturação em três pilares: potencial, propósito e posicionamento. Primeiro, é preciso descobrir qual é seu potencial, a capacidade de desenvolver competências e habilidades que cada pessoa tem. No propósito, precisamos desenvolver a intenção e a estratégia financeira e, por último é o posicionamento financeiro. A mentalidade financeira da empreendedora faz toda a diferença para o sucesso da empresa, pensar como quem prospera é essencial, ter a mentalidade abundância e não de escassez”, orientou.

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Heloisy Rodrigues, primeira mulher a se formar em Inteligência Artificial na América Latina, tendo sido aluna na UFG, ministrou a palestra “Inteligência Artificial, vivências e oportunidades no mundo da inovação”. Sua fala trouxe reflexões essenciais sobre como a tecnologia pode impulsionar o empreendedorismo sem perder os princípios humanistas que nos guiam. “A Inteligência Artificial (IA) está transformando profundamente o mundo do empreendedorismo, desde a criação de uma empresa até a maneira como as pessoas consomem aqueles produtos. Então, temos que fazer isso para incluir as mulheres, elas precisam aprender a analisar dados em tempo real, identificar padrões e otimizar estratégias, proporcionando uma visão mais detalhada da empresa, o que vai assegurar a permanência e o sucesso da empresa”. Segundo ela, a IA também pode auxiliar na elaboração de políticas públicas, usando algoritmos para identificar as áreas mais vulneráveis, prever crises e oferecer soluções antes que os problemas se agravem. “É exatamente isso que a IA está fazendo: analisando grandes volumes de dados para localizar comunidades que mais precisam de ajuda e orientando ações mais eficazes”, assegura.

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Maíla Aguiar Souza, técnica da Escola Luiz Rassi, apresentou a palestra Prototipando com a impressora 3D, mostrando ao vivo a impressão de um porta-toalha, explicando sobre materiais para diferentes objetos e preços de impressoras. “Uma empresa, quando a gente está montando alguma coisa, a gente precisa testar o que a gente quer, seja ali fazendo um bolsa de crochê, seja fazendo roupas, seja fazendo chaveirinhos, a gente precisa testar, sem testes a gente não consegue produzir, não consegue vender, e quantas vezes a gente produz algo, não testa, não vende e dá errado, chega a ser frustrante. Nesse caso a prototipagem é esse passo, que é o teste, que é aplicar tudo que a gente está construindo, testar, colocar no mercado, e depois está validado”, ensinou. 

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Encerrando o seminário, Júlia Galvão, criadora de conteúdo digital, contou sua história de sucesso iniciada aos 13 anos como blogueira, que evoluiu para empresária, com a criação de marca de roupas Ambrô. Júlia conta com mais de duzentos mil seguidores no Instagram, uma das redes que utiliza para vender suas criações. “Está ruim, continua. Está dando certo, continua. Está dando errando, continua mais um pouquinho. Não é ficar dando murro em ponta de faca, é a gente não desistir quando a maré ruim vier. A gente aprender a descansar, ao invés de desistir, porque muitas vezes o que acontece é que estamos cansadas, e com razão. Todo mundo sabe aqui o que é o peso de carregar a própria história, as próprias dores”, filosofou.

Avaliação institucional

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Robert Bonifácio, subsecretário de Formação de talentos e transformação digital da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), esteve presente no evento e falou sobre políticas públicas criadas pela Secti para mulheres. “As escolas do futuro têm esse claro recorte de fomento ao empreendedorismo e inovação para as mulheres. Neste mês, inclusive, estamos com inscrições abertas para o programa Goianas S/A., que é uma capacitação, uma formação em empreendedorismo, em criação de projetos. E esse evento, Elas Inovam, vem coroar esse rol de ações que as escolas do futuro fazem em relação ao recorte de gênero”, analisou. 

A professora Alethéia Cruz, que, além de palestrante foi quem idealizou o evento, junto com a equipe do CETT/UFG, fez uma breve análise do evento e de seu objetivo em relação à atuação feminina no empreendedorismo de inovação e tecnologia. “Esse é um evento muito importante, organizado por mulheres e para as mulheres, no qual nós discutimos tecnologia, inovação e empreendedorismo. Esse seminário é de extrema relevância porque sabemos que os espaços de tecnologia hoje são amplamente ocupados por homens, sabemos que é uma questão de gênero, visto que as próprias mulheres não se enxergam nesses espaços. A gente precisa e deve ocupar esses ambientes, precisa aprender sobre isso, adquirir mais conhecimentos para que possamos ampliar nossa atuação", convida.

Além das palestras, o seminário abriu espaço para a exposição de startups pré-incubadas e egressas das Escolas do Futuro de Goiás, promovendo conexões entre novas empreendedoras e o mercado. Grupos de Pesquisa e Inovação (GPIs) também apresentaram seus projetos em áreas como soft skills, marketing digital e reciclagem. 

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