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Mulheres são maioria nos cursos profissionalizantes oferecidos pelo Cotec

A presença feminina passa de 80% na rede dos Colégios Tecnológicos que integram a política pública educacional mantida pelo governo de Goiás 

Levantamento realizado pelo Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG) revela a presença marcante de mulheres nos cursos gratuitos de educação profissionalizante oferecidos pelo Governo de Goiás e ministrados pelos Colégios Tecnológicos de Goiás (Cotec), unidades da Secretaria de Estado da Retomada (SER), gerenciados pela UFG, via CETT. Os Cotecs têm estruturas em 16 municípios do estado e marcam presença em diversos outros por meio do projeto Cotec Itinerante.

  

Pela apuração feita com dados de 2023, a presença feminina é majoritária nos colégios: 83,4% é o índice de matrículas de mulheres, o que evidencia um forte interesse na educação profissional como estratégia para ampliar as oportunidades de emprego e geração de renda. A média da idade dessas estudantes é de 30 anos, próxima à média da população economicamente ativa no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (IBGE, 2022). 

O cenário demonstra o quanto as mulheres enxergam o valor da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e o quanto assimilaram que esta modalidade educativa abre portas. Elas têm interesse por formações que as preparem para o trabalho, possibilitando uma atuação mais rápida no mercado, ampliando as possibilidades de ocupação, renda e sucesso.  Esse movimento reflete o esforço das mulheres em se preparar para um mercado em constante transformação e de superar as barreiras socioeconômicas que ainda enfrentam. O levantamento do CETT-UFG aponta que 93,7% das estudantes consideram que o curso pode ajudar a conseguir um emprego ou se qualificar melhor para a atual ocupação em que está. 

As políticas públicas com viés educacional implementadas pelo Governo de Goiás desempenham um papel essencial na promoção da empregabilidade de profissionais mais qualificados e na inclusão social, especialmente para as mulheres, que representam 50,9% da população goiana, de acordo com dados do Censo Demográfico de 2022 do IBGE. 

Mais vistas nas salas de aulas, as mulheres, assim, anunciam suas visões em relação às constantes transformações no mundo do trabalho e buscam soluções para si e suas famílias, e a educação profissionalizante é uma aliada eficaz para a promoção ocupacional do público feminino em diversas áreas, da mais simples à tecnologia, tornando-as conectadas às novas economias. 

Nos últimos anos, a oferta da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) cresceu em todo o país, principalmente com o aumento da inserção feminina em todas as regiões brasileiras. A presença de mulheres na EPT em nível Brasil é confirmada por dados do Censo Escolar/2023, nos quais há predominância feminina com 57,9% das matrículas. 
 
Por: Célia Oliveira 
SECOM/ CETT-UFG

Alunos das Escolas do Futuro gostam dos cursos escolhidos

Eles também acreditam que os conhecimentos adquiridos os levarão ao mercado de trabalho 

O índice de estudantes que se matriculam nas Escolas do Futuro de Goiás por gostar da área do curso é de 57,1%.  É o que indica levantamento realizado pelo Centro de Estudos, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), com dados de 2023. Isso significa que os discentes têm um motivador especial para realizar a matrícula. Além de gostar do que estudam, associam a escola a um caminho para um amanhã melhor, e sabem que a educação traz oportunidades promissoras de mudanças na vida.

Aprender sobre o que se gosta torna-se um meio para convergir o conhecimento em novas descobertas e transformar a bagagem adquirida, em carreira. Optar por um curso e sentir nele a tomada de um caminho assertivo aumenta sobremaneira o gosto pela educação, pela escola e abre portas para um futuro promissor.

“As Escolas do Futuro elaboram seus currículos, abrem e mantêm seus cursos em conformidade com as necessidades dos setores produtivos de Goiás e de acordo com as tecnologias que são e serão utilizadas nos próximos anos”, pontua a diretora de Desenvolvimento e Avaliação do CETT-UFG, Aletheia Cruz, que completa: “Isso faz com que as escolas tenham uma oferta alinhada ao mercado de trabalho gerando nos estudantes habilidades requisitadas, o que fará deles profissionais bem-sucedidos”.

Quando um sonho se encontra com as habilidades, é possível perceber no jovem um potencial infinito para contribuir com o mundo, e o levantamento do CETT-UFG mostra que eles sabem por onde começar, uma vez que decidir por uma carreira não é tarefa fácil. “Os cursos das escolas são para muitos jovens o despertar para uma educação que tanto pode levá-los ao mercado de trabalho em curto tempo, quanto prepará-los para o prosseguimento dos estudos até uma faculdade”, elucida a diretora.

Além disso, o levantamento mostra que 96,3% dos discentes das Escolas do Futuro acreditam que o curso pode ajudar a conseguir um emprego ou se qualificarem melhor para progredir na ocupação que têm. “O percentual afirma o discurso de que o conhecimento é pontapé de uma carreira progressiva”, ratifica Aletheia Cruz.

Ela destaca que estes jovens já têm clareza do que desejam, do que lhes interessam, dos caminhos que querem trilhar no tecido profissional, e do que sonham para o amanhã. “Fazer o que se gosta e acreditar numa possibilidade melhor de vida gera forças para os desafios sempre presentes na vida profissional”, arremata a diretora. 

Por: Célia Oliveira  
SECOM/CETT-UFG

MEC reforça recursos para ensino médio articulado com curso técnico

Redes que pactuarem matrículas na educação profissional de nível médio articulada com tempo integral vão receber recursos adicionais do Pronatec, além dos valores do Programa Escola em Tempo Integral 

O Ministério da Educação (MEC) vai complementar os recursos repassados às secretarias estaduais de educação que pactuarem matrículas na educação profissional e tecnológica (EPT) articulada com o ensino médio em tempo integral. Os estados são elegíveis a receber, além dos recursos do fomento do Programa Escola em Tempo Integral referentes ao Ciclo 2024-2025, valores adicionais estabelecidos na Lei nº 12.513/2011, que instituiu o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

A coordenadora-geral de Educação Integral e Tempo Integral da Secretaria de Educação Básica (SEB), Raquel Franzim, explicou que “o estado que estiver comprometido com a expansão dessa modalidade articulada ao tempo integral poderá contar com dois fomentos, o do Programa Escola em Tempo Integral e o do Pronatec”.   

“Uma vez feito o processo de pactuação no módulo ETI 24/25 no Simec [Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação], o repasse será feito com base no quantitativo de vagas a serem ofertadas por cada secretaria de educação, no percentual de 50% do valor total pactuado em 2024, respeitado o quantitativo de vagas aprovadas. O valor restante será pago após a matrícula e a frequência dos alunos”, detalhou o coordenador-geral de Fomento aos Sistemas de Educação Profissional e Tecnológica da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), Fábio Ibiapina.   

O valor destinado a esse acréscimo totaliza R$ 148 milhões. Serão repassados R$ 2.400 por aluno matriculado no ensino médio de tempo integral articulado com a EPT, segundo o regulamento do Pronatec e conforme a disponibilidade orçamentária. A expectativa do MEC é criar, com isso, 62 mil novas matrículas de cursos técnicos integrados ou concomitantes ao ensino médio em tempo integral.   

“A importância do ensino técnico nessa etapa se revela no trabalho como princípio educativo, onde a preparação do aluno se dá de forma integrada com a formação geral básica. Ademais, a preparação para o mundo do trabalho se dá de forma mais eficiente, trazendo mais maturidade para os alunos, que saem do ensino médio prontos para desenvolver atividades remuneradas formais, seja empregado ou empreendendo”, enfatizou Ibiapina.   

O prazo para pactuação de matrículas de tempo integral vai até 31 de outubro. As redes estaduais poderão pactuar matrículas de ensino médio articulado com EPT no módulo ETI 24/25 no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec). A adesão é voluntária e o novo ciclo do programa é aberto para todas as redes, inclusive àquelas que pactuaram matrículas no ciclo anterior. 

Fonte: Agência Gov | Via MEC  

A formação de talentos em tecnologia foi tema de palestra do CETT-UFG no HUB Goiás

O assunto reuniu instituições de ensino e empresas ligadas ao setor explorando suas experiências educacionais e formativas 

A formação de talentos em tecnologia tem sido, nos últimos tempos, um dos principais assuntos no meio social e empresarial. O motivo primeiro de tamanha discussão está na ameaça de um apagão de profissionais qualificados na área, frente à elevada demanda por recursos humanos, aptos a ocupar postos de trabalho e a produzir soluções digitais.

Dento da temática, o Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG) participou das comemorações do primeiro ano de operação do HUB Goiás e expôs no painel ‘Formação de capital humano focado em tecnologia e inovação: iniciativas transformadoras’, as experiências das Escolas do Futuro de Goiás. A diretora de Desenvolvimento e Avaliação do CETT-UFG, Aletheia Cruz, enfatizou as soluções adotadas para a formação de recursos humanos na área, considerando o mercado de trabalho e o desenvolvimento da inovação.  “Além dos aspectos técnicos, integramos à metodologia de ensino das escolas, os grupos de pesquisa, a pré-incubação, a prototipagem e as trilhas formativas”.    

Ela citou como resultados da sistemática educacional das escolas, que são focadas no ensino na Educação Profissional e Tecnológica (EPT), a participação dos discentes em campeonatos, premiações e competições de nível local, regional, nacional e internacional, demonstrando os conhecimentos teóricos e práticos na área. “A sociedade tem entendido que as escolas existem para ela, e tem tomado consciência da qualidade do ensino ofertado gratuitamente”.  Outro aspecto do sucesso na formação de talentos para o setor é que, “os currículos e cursos são desenvolvidos e nivelados para a comunidade onde as escolas estão localizadas, favorecendo o acesso à educação de uma significativa parcela da população em situação de vulnerabilidade”, explicou a diretora, ao revelar que “65% dos egressos estão empregados e, 20% deles, empreendendo”.

Em consenso, os participantes do painel avaliam a educação, seja técnica ou universitária, o caminho para a inserção do jovem no setor. Contudo, a aprendizagem deve ser contínua, pois os desafios do mercado de trabalho são constantes. “A duração do conhecimento, hoje, gira entre cinco e dez anos”, explicita o reitor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Antônio Cruvinel.

Heraldo Ourem, do parque tecnológico Porto Digital, disse que o complexo sediado em Recife, tem uma capacidade de formar 20 mil alunos por ano nas áreas de tecnologia da informação e comunicação, e economia criativa, com ênfase nos segmentos de games, cine-vídeo, animação, música, fotografia e design.

Também integraram o painel Márcia de Fazio (IF Goiano), Simério Cruz (Parque Tecnológico Jataí- Jataítech), e Ricardo Machado (PUC-GO).

Mostra Escolas do Futuro

No evento, as Escolas do Futuro expuseram aos visitantes suas atividades de robótica, tecnologias, impressão 3D, resultados dos Grupos de Pesquisas e Oficina de Drone e promoveram uma Oficina, intitulada Carimbe sua Marca.

A escola Basileu França fez apresentações artísticas e culturais, com o Corpo Cênico e com o Grupo de Choro. 

Por: Célia Oliveira 
Secom/CETT-UFG

O que os estados brasileiros podem fazer para expandir a EPT com qualidade?

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico sugere dez pontos de atenção 

Um relatório produzido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apresenta uma série de recomendações para o Brasil expandir com qualidade a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e torná-la mais relevante para o setor produtivo, beneficiando jovens de diversos perfis.

Diferentes evidências demonstram os benefícios individuais e coletivos da EPT em remuneração, empregabilidade, progressão nos estudos e impacto positivo no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

A necessária expansão dessa modalidade, que já está acontecendo e que crescerá mais com o início da oferta do Novo Ensino Médio em 2025, requer alguns pontos de atenção para que ocorra com qualidade, como prevê o Plano Nacional de Educação (PNE). 

Por isso, estão listados a seguir aspectos essenciais a serem levados em conta pelos gestores de redes estaduais de ensino para que alcancem uma boa expansão da EPT. São eles:

 1) Uma base legal que permite a institucionalização da EPT: a legislação contribui para a perenidade das políticas de ensino profissionalizante, independentemente das mudanças de governo que venham a ocorrer. 

 2) Orçamento e fomento: são fundamentais os recursos financeiros direcionados para todo o processo de expansão.

 3) Uma estrutura de governança robusta e que envolva outras secretarias: a pasta de educação, sozinha, não dá conta da complexidade da EPT, que geralmente demanda a colaboração de outras áreas do governo (planejamento, finanças, trabalho, juventudes etc.).

 4) Planejamento da expansão focado em critérios como o território e sua vocação, a demanda e a articulação com o mundo do trabalho, além do interesse dos estudantes e da comunidade local: a EPT deve estar alinhada ao cenário da região e à sua real necessidade de profissionais técnicos. 

 5) Uma relação de proximidade das escolas com o mundo do trabalho (empresas, órgãos do governo etc.): isso assegura a inter-relação entre teoria e prática, tão necessária aos cursos técnicos, e abre portas para a inclusão produtiva dos jovens (em estágios, programas de aprendizagem etc.).

 6) Currículos revisados, atualizados e conectados com as reais e atuais demandas do mundo do trabalho: os jovens precisam acessar uma formação que os prepare adequadamente para enfrentar as exigências mais recentes do universo produtivo.

 7) Infraestrutura adequada para cada curso, assegurando as práticas dos estudantes: cursos técnicos de alta complexidade exigem laboratórios e insumos específicos, por exemplo. 

 8) Professores em número suficiente e preparados para lecionar na EPT: são essenciais os docentes com uma formação continuada adequada a essa modalidade de ensino.

 9) Monitoramento e avaliação em todo o processo de expansão: o acompanhamento ajuda na correção de rotas e na melhoria de aspectos das ofertas futuras.

 10) Proximidade, diálogo e intercâmbio entre redes de ensino para troca de experiências e desafios da expansão: a dúvida ou a vivência dos gestores de uma rede estadual podem ser as mesmas que as de outras redes.

 Fonte.: Observatório EPT 

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