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Matheus Ramos, “a Escola do Futuro dá oportunidade de aprendizagem em várias áreas e visão de futuro. Quem estuda aqui tem futuro garantido”.

Grupo imobiliário contrata estudantes da Escola do Futuro em Santo Antônio do Descoberto

A FBZ se impressiona com o que a escola oferece e admite jovens para o projeto Cidade Inteligente, para as áreas de marketing digital e vendas 

A Construtora FBZ encontrou na Escola do Futuro Sarah Luísa Kubitschek, em Santo Antônio do Descoberto, o principal insumo para seus negócios, que estão em operação no município, localizado a 53 quilômetros da capital federal. O grupo contratou 14 estudantes da escola para atuar no projeto Cidade Inteligente. Mesmo durante o processo de formação, esses jovens tiveram a oportunidade de exercer os conhecimentos adquiridos, principalmente nas áreas digital e tecnológica, ao serem contratados pela organização, que tem sede em Caldas Novas. 

“Já contratamos 14 pessoas, a maioria para as áreas de marketing digital e vendas, e o fato que brilhou aos nossos olhos foi a atuação da escola frente às profissões ligadas ao digital, qualificando recursos humanos com potencial para uma nova realidade, e isto atende à FBZ”, analisa o diretor de vendas do grupo imobiliário, Eduardo Vasconcelos. 

De acordo com o empresário, o projeto é repleto de inovações, sustentabilidade e promete conectividade e integração aos moradores do Cidade Inteligente. “Toda a estrutura da escola e os cursos aplicados nos deixou impressionados, e logo decidimos pela contratação dos estudantes”, revela Vasconcelos, ao considerar o alinhamento da educação oferecida pela escola às necessidades do desenvolvimento do projeto urbano. “A escola deu provas que contribui com a evolução das pessoas”.

Matheus Eder Ramos é um dos contratados pela construtora e, desde novembro de 2023, atua na área de vendas. Com 19 anos de idade, ele se qualifica em marketing e tráfego pago e reconhece que a formação que recebeu na escola ajuda no desempenho de seu trabalho. “Sei como fazer o investimento financeiro nas plataformas de anúncios de maneira a potencializar o número de visitantes para a página do empreendimento na internet”, explica o jovem, acrescentando que “isso colabora bastante nas vendas on-line e anúncios”.

Ele conta que a experiência é válida e tem sido maravilhosa. “Tenho enorme gratidão, pois todos os dias aprendo como melhorar pessoal e profissionalmente, e a essa contratação significa tudo na minha vida hoje”, complementa Matheus Ramos.

Ao oferecer a Educação Profissional e Tecnológica (EPT), a Escola do Futuro já contribuiu com a formação de milhares de estudantes em Goiás. Nos últimos dois anos, mais de 20 mil jovens passaram pelas seis unidades das escolas, que juntas ofertaram 1.106 cursos de capacitação e qualificação profissional, no mesmo período. 

Inserido nas estatísticas das escolas, Matheus Ramos mantém uma opinião positiva de tudo o que aprende e pode aplicar na prática, com a contratação pela FBZ. “A Escola do Futuro dá oportunidade de aprendizagem em várias áreas e visão de futuro. Quem estuda aqui tem futuro garantido”, arremata o jovem.

A qualificação profissional capacita o jovem e o deixa alinhado às necessidades do mercado, aumentando as chances de efetivação. “Aqui estamos vendo isso acontecer, mesmo com os estudantes ainda em curso, sem concluir os estudos”, aponta o diretor da Escola do Futuro Sarah Luísa Kubitschek, Leandro Nery, ao avaliar que as contratações da construtora refletem o trabalho estratégico no município, ao sediar uma unidade escolar focada em tecnologia. “Quando vimos o número significativo de aproveitamento profissional dos estudantes por uma só empresa, percebemos a assertividade do projeto pedagógico e da finalidade das Escolas do Futuro”. 

Segundo Nery, a construtora encontrou respostas às suas demandas: “Isso demonstra que a escola acompanha a realidade do mundo do trabalho, e suas ações possibilitam a inserção da juventude no mercado de trabalho”.

Na visão do empresário Eduardo Vasconcelos, o município de Santo Antônio do Descoberto é agraciado com a escola que “exerce um papel fundamental para a evolução da cidade e das pessoas”, finaliza.

Por: Célia Oliveira
Da Secretaria de Comunicação do CETT-UFG

O estudante Kauã diz que na Escola do Futuro ele desenvolve mais habilidades em Front-End

Mais de 2 mil estudantes da rede estadual têm primeiro contato com as profissões mais solicitadas pelo mercado, nas Escolas do Futuro

Eles integram uma turma especial formada pela parceria entre a Seduc e Secti, em conjunto com as escolas. A iniciativa criou o Jornada para o Futuro, que oportuniza conhecimentos tecnológicos que estão em evolução no mundo 

Cinco unidades das Escolas do Futuro de Goiás e 14 Centros de Ensino em Período Integral (CEPIs), em diferentes municípios do estado, conduzem a formação especial e focada em cursos tecnológicos e técnicos de 2.271 estudantes do Nível Médio da rede de ensino pública.  Oriundos dos Cepis, eles estão também matriculados nas Escolas do Futuro, e compõem as 83 turmas participantes dos cursos de qualificação profissional como o de Desenvolvedor Front-End, e o curso Técnico de Nível Médio em Desenvolvimento Web e Cibersegurança.

A formação em Desenvolvimento Web e Cibersegurança, oferecida pelas Escolas do Futuro, em conformidade com a Educação Profissional e Tecnológica (EPT), é uma das profissões mais demandadas atualmente pelo mercado de trabalho. O estudo “O Brasil do Futuro: Rumo à Produtividade, Inclusão e Sustentabilidade”, do Banco Mundial, de 2023, apontou essa profissão como uma das mais requisitadas pelas empresas. Segundo a publicação, o Brasil precisa acolher tecnologia e preparar pessoas, sobretudo a juventude, tendo em vista as profissões que estarão em alta nos próximos anos.

Cursando o 1º ano no Cepi Buriti Sereno Garden, em Aparecida de Goiânia, Kauã Alves diz que o curso de Front-End, está permitindo aprender mais do assunto, a ter domínio e liderança. “Aqui na Escola do Futuro tem muito recurso para gente construir nossas ideias e colocar em prática, desenvolvendo mais aptidão nessa parte que compreende o visual de sites e aplicações”. 

A união das secretarias de estado da Educação, e de Ciência e Tecnologia com as escolas sustentam os jovens no Jornada para o Futuro, iniciativa que visa ampliar o acesso à educação, bem como a inclusão no mundo digital. “Receber esses estudantes nas dependências das Escolas do Futuro, para um projeto especial, engrandece a missão de ensinar e de transformar vidas por meio da educação profissionalizante e fortalece o papel institucional das escolas no meio social”, argumenta o gerente de Ensino do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), Alex Vieira.

Ele explica que o Jornada para o Futuro conta com uma nova matriz curricular desenvolvida para atender aos estudantes fazendo com que eles concluam o ensino médio já com um diploma de curso profissionalizante. “É uma integração que engrandece a formação escolar alinhada às demandas futuras”, pontua Vieira, ao destacar que as Escolas do Futuro têm um portfólio de cursos voltados à capacitação e qualificação de jovens e adultos para os setores tecnológico/digital e de inovação, “e todo o arcabouço pedagógico das escolas leva ao desenvolvimento de novas habilidades e atitudes, fazendo dos cidadãos agentes de mudança e coautores de suas formações profissionais”.

A dinâmica do Jornada para o Futuro, foi elaborada de forma que as instituições parceiras assistam às turmas. “A parte propedêutica (Educação Regular/Formação Geral Básica) e a Formação Técnica são executadas tanto pelos CEPIs quanto pelas Escolas do Futuro, num sistema de articulação e complementaridade que considera a importância do conteúdo a ser aplicado”, esclarece o gerente do CETT-UFG, ao comentar que o Jornada para o Futuro é um programa piloto.

"Aqui estou aprendendo a programar, que é minha área favorita. Comecei com a linguagem Python, CSS, agora o HTML”, cita Davi Barbosa estudante do 2º ano no Cepi Deputado José de Assis, em Goiânia. Para ele, integrar a formação de nível médio com a técnica é caminho seguro para o futuro. “Isso é muito bom para quem está saindo do ensino médio e quer começar algo novo, moderno e buscado pelo mercado de trabalho”, diz o jovem.

Jornada para o Futuro: desde  janeiro/2024, nos 14 Centros de Ensino em Período Integral (CEPIs):  
 
• Cepi Divino Pai Eterno, em Trindade 
• Cepi Dom Veloso, em Itumbiara 
• Cepi Presidente Castelo Branco, em Bonfinópolis 
• Cepi Professor Joaquim Carvalho Ferreira, em Goiânia 
• Cepi Deputado José de Assis, em Goiânia 
• Cepi Professor José Pascoal, em Silvânia 
• Cepi Pedro Vieira Januário, em Bela Vista de Goiás 
• Cepi Raimundo Santana Amaral, em Rubiataba 
• Cepi Barão do Rio Branco, em Palmeiras 
• Cepi José de Assis, em Santo Antônio do Descoberto 
• Cepi Dom Eric James Deitchman, em Mineiros 
• Cepi Buriti Sereno Garden, em Aparecida de Goiânia 
• Cepi Jayme Câmara, em Goiânia 
• Cepi Marajó, em Valparaíso de Goiás

Por: Célia Oliveira
Da Secom/CETT-UFG

A educação profissional e tecnológica no contexto da formação da juventude

A inserção dos jovens no mercado laboral é um investimento no futuro da sociedade, e a EPT é possibilidade real de educação que aproxima o cidadão das carreiras que estão porvir 

A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no Brasil já tem avanços significativos, a exemplo da Lei nº 14.645/2023, portanto, há inúmeros desafios e, dentre eles, o de expandir essa modalidade educacional, torná-la mais conhecida entre a juventude e sociedade em geral, e comunicar.

De acordo com a advogada especialista em elaboração e implementação de políticas públicas de educação, Carla Chiamarelli, ainda existe muito desconhecimento sobre a EPT no país. “Em uma pesquisa nacional de 2021, com 35 mil jovens, vimos que muitos não sabem da existência dessa modalidade. O desafio é criar campanhas de comunicação que ampliem o conhecimento dos jovens e pais”, disse ela, que representa o Itaú Educação e Trabalho, e esteve em Goiânia, no ano passado para o Congresso de EPT Goiás, ocorrido no mês de novembro.

“Desde 1909, o Brasil galga os trilhos da educação profissional e, ainda hoje, 115 anos após a criação das Escolas de Aprendizes e Artífices, pouco se propaga a educação técnica como possibilidade real de futuro”, enfatiza a diretora de Desenvolvimento e Avaliação do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), Alethéia Cruz.

De acordo com o Censo Escolar 2023, as matrículas na EPT, entre os anos de 2022 e 2023, passaram de 2,1 milhões para 2,4 milhões no Brasil, o que representa um crescimento de 12,1%. “No entanto, esse aumento é considerado pequeno, se comparado à realidade dos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico”, diz Alethéia, que completa: “Um resultado relevante, porém, também distante da meta do Plano Nacional de Educação, que propõe triplicar o número de estudantes na EPT”.

Quando se fala em ampliar essa modalidade educacional, há de se considerar a atualização dos cursos disponíveis no Brasil, deixando-os alinhados com as realidades de desenvolvimento dos municípios, estados e do país. “Se determinada região recebe turistas, o principal eixo de formação tecnológica será o turismo, hotelaria, infraestrutura e hospitalidade”, explica a diretora do CETT-UFG. Ela cita que em Goiás, por exemplo, cidades como Formosa, Santa Helena e Jaraguá executam, nos Colégios Tecnológicos (Cotecs), o curso técnico em Guia de Turismo. “No ciclo inaugural, iniciado no primeiro semestre deste ano, temos 93 estudantes se qualificando no segmento, por meio da EPT, gratuitamente", frisa Alethéia Cruz.

No aspecto de alinhar a EPT ao mercado de trabalho, o setor de turismo está contido na economia criativa (uma das economias emergentes que trazem boas possibilidades de inclusão produtiva dos jovens), que compreende atividades artísticas e culturais, com potencial para criação de trabalho e riqueza por meio da geração e exploração de propriedade intelectual e aspectos criativos. Oferece oportunidades no campo das artes, turismo e audiovisual.

Aproximando a juventude das carreiras que estão por vir, as Escolas do Futuro (EFG), igualmente aos Cotecs, ofertam cursos ligados à tecnologia e inovação, formando profissionais para as atuais e reais demandas do mercado. 

Aprendizado de Máquinas, Business Intelligence, Criação de Conteúdo Digital, Desenvolvedor Python, Desenvolvimento Web Mobile, Operador de Drone, Empresas Digitais são alguns dos cursos ofertados gratuitamente pelas escolas.

São várias as razões as quais no contexto da formação profissional e inserção do jovem no mundo laboral fazem da EPT uma possibilidade real de educação com resultados tangíveis. Isso, porque educação e trabalho são direitos constitucionais, porque a EPT está em sintonia com as constantes transformações e inovações tecnológicas e científicas, desenvolve habilidades e competências específicas, capacitando ou qualificando o cidadão para uma vida mais segura.

Bem avaliada e considerada pela classe empresarial brasileira, a Educação Profissional e Tecnológica (EPT), na teoria e na prática promove a integração entre o pensar e o fazer, dando mais sentido ao aprendizado; aumenta as chances de inclusão produtiva da juventude, bem como melhora as condições de renda/remuneração. É a primeira etapa para a qualificação de uma carreira que será desenvolvida de forma contínua, agregando novos conteúdos, ampliando competências técnicas e socioemocionais. 

“A EPT ainda aflora nos estudantes o crescimento intelectual, a criatividade e os tira de uma inércia, conduzindo-os na busca do saber, saber e fazer, e construir que se consolida a cada etapa de seu aprendizado”, ratifica a diretora do CETT-UFG, Alethéia Cruz. “Temos nos dedicado ininterruptamente por esta educação no estado, ao administrar as Escolas do Futuro e os Colégios Tecnológicos, que em 2023, receberam 90.846 matrículas”, finaliza.Por: Célia Oliveira
Secom CETT-UFG

Com o curso técnico em Enfermagem no Cotec, Eliane Neves conquistou dois empregos

Curso técnico em saúde, administrado pelo CETT-UFG, leva profissionais ao mercado de trabalho

Os Colégios Tecnológicos já formaram 29 turmas de técnico em enfermagem, e muitos já saem empregados melhorando as condições profissionais e salariais. Em julho próximo, novos editais serão abertos para seleção em diversos cursos 

“Finalizei o curso, e de imediato comecei a atuar, e hoje é possível eu desenvolver minha profissão em dois postos de trabalho”.  A declaração de Eliane Neves mostra o benefício direto e subsequente de um curso técnico em enfermagem ofertado no âmbito da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), pelo Colégio Tecnológicos do Estado de Goiás (Cotec). 

Ela é um dos exemplos de uma experiência transformadora de vida, por meio de qualificação pleiteada por vários segmentos produtivos e de serviços da sociedade, incluindo o ramo da saúde. Cada vez mais, esse mercado demanda mão de obra qualificada, e não somente para os setores de tecnologia e ciência, mas de profissionais aptos a dar atenção e cobertura à vida de forma abrangente em diversos ambientes da saúde.

De acordo com Alex Vieira, gerente de Ensino do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), 29 turmas de técnico em enfermagem já foram concluídas nos colégios. “O curso, oferecido gratuitamente, tem carga horária de 1800 horas, das quais 600 horas são destinadas para o estágio supervisionado obrigatório. Essa fase amplia a qualificação dos profissionais ao focar a prática, fazendo o curso ser bem aceito e buscado pela comunidade. “São diversos os retornos que recebemos desta formação, e vão desde a alta empregabilidade dos egressos até os diversificados campos de atuação, e isso nos motiva a investir esforços em todo os nossos cursos técnicos voltados à saúde ou para outras esferas”, afirma. 

Na fase do estágio obrigatório, Sirlene Lourenço reconhece os ganhos alcançados com a formação. “O curso só me ajudou a aperfeiçoar os cuidados da enfermagem com os pacientes, e as aulas práticas trazem muita sabedoria”, observa a estudante. 

Para Samara Franco, coordenadora de estágio do curso no Cotec em Piranhas, a formação assegura uma diversidade de oportunidades de trabalho. “O profissional pode atuar em consultórios, casas de repouso, centros de reabilitação, hospitais, serviços de emergência e urgência, e mesmo prestar serviços como autônomo, cuidando de pessoas”, explica.  

Durante todo o período do curso, Delvair Ferreira, 48 anos, se deslocava cerca de 60 quilômetros, de sua residência em Bom Jardim ao Cotec em Piranhas, para estudar. Ao declarar que o curso providenciou sua entrada no mercado de trabalho, ele se sente realizado e grato pelo aprendizado. “Hoje trabalho no hospital municipal da minha cidade, Bom Jardim”, enfatiza. “O curso foi muito bom”, completa.

Para a coordenadora de estágio, Samara Franco, seu maior orgulho é formar pessoas para essa área e ver os alunos conquistando, praticamente de imediato, uma posição ocupacional. “Fico orgulhosa em ajudar pessoas a evoluir e, sobretudo, conquistar a liberdade econômica”.

Situadas no âmbito da assistência à saúde da população, as competências do técnico em enfermagem são adquiridas com práticas laboratoriais e em campo-escola, alinhando ações teórico-práticas, como requer a Educação Profissional e Tecnológica. “O curso é uma opção rápida para atuar no ramo da saúde, iniciar a construção e consolidação do currículo profissional, conquistando independência financeira”, afirma o gerente de Ensino do CETT-UFG, Alex Vieira.

Segundo ele, os Colégios Tecnológicos (Cotecs) são estruturados de forma a possibilitar o estudante a praticar atividades sob supervisão, e não somente no campo da saúde, mas em todas as formações oferecidas. “Isso proporciona a consolidação do aprendizado. Ademais, parcerias são feitas junto a hospitais e instituições de saúde locais para viabilizar o exercício da prática profissional em campo, relativas ao técnico em enfermagem”, observa Vieira.

Novos editais 

A partir de julho próximo, os colégios divulgarão novos editais de seleção para os cursos técnicos oferecidos em diferentes áreas. Os cursos envolvem Capacitação, Qualificação Profissional e Nível Médio, na modalidade presencial.

Os editais estarão disponíveis no www.cotec.org.br a partir da segunda quinzena de julho/2024. Por: Célia Oliveira
Da Secom CETT-UFG

Estudantes das Escolas do Futuro têm, desde cedo, acesso a conhecimentos das profissões do futuro

As novas economias, as oportunidades de trabalho para o jovem e a EPT

O impacto das economias emergentes apresenta boas possibilidades de inclusão produtiva dos jovens, e na pauta está a necessidade de um relacionamento estreito da educação profissionalizante com os espaços reais de ocupação profissional 

O que as economias emergentes apresentam de possibilidades de carreira e trabalho para os jovens brasileiros? O que elas revelam ou escondem de implicações para o futuro não muito distante? É fato que um cenário de incertezas, altas taxas de desocupação e baixos salários envolvem a realidade dessa significativa parcela da população que está entre os 15 e 29 anos de idade.

Por fim, as rápidas alterações no mercado de trabalho, somadas às crises econômicas, produzem e vão trazer inúmeros desafios para a vida da juventude. Em busca de respostas, a dinâmica social aponta tendências para o mundo laboral e estampa a juventude nesse contexto, identificando as oportunidades para a inclusão produtiva e traçando sugestões para esferas estratégicas da sociedade, com foco na formação profissional e tecnológica.

De acordo com instituições pesquisadoras do assunto, as novas economias ou economias emergentes representam boas chances de inclusão dos jovens, desde que o Brasil se esforce em atualizar os cursos de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) existentes no país. Ainda, deixá-los em sintonia com as vagas existentes no mercado e com as reais demandas do setor produtivo/industrial, tornando conhecida dos jovens as carreiras do futuro.

“Acelerar este processo, expandir e democratizar mais a formação para o trabalho da população juvenil se faz urgente”, argumenta a diretora de Desenvolvimento e Avaliação do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG),  Alethéia Cruz.  Ela lembra que, em 2023, em Goiânia, durante o Congresso de Educação Profissional e Tecnológica de Goiás, diversos atores, inclusive do circuito nacional, estiveram reunidos nesse debate. “Foi um momento ímpar de análise, apresentação de estudos e discussão de tendências no âmbito da EPT, bem como do mundo do trabalho”, diz.

Conforme o estudo “Futuro do Mundo do Trabalho para as Juventudes", (2023), as vagas de emprego para os jovens brasileiros nos próximos anos estarão nas chamadas novas economias, agrupadas em cinco tipos: digital, verde, prateada, criativa e do cuidado.

Dos cerca de 1.7 milhões de jovens entre 15-29 anos, viventes em Goiás, 12,3% estão desocupados. O dado é do Itaú Educação e Trabalho, um dos organismos palestrantes no congresso organizado pelo CETT-UFG, que administra as Escolas do Futuro e os Colégios Tecnológicos do Estado de Goiás.

De acordo com Alethéia, as novas economias e a melhor estruturação da educação profissionalizante podem aliviar outras questões educacionais como a evasão escolar, a crise laboral e uma lacuna digital existente entre os jovens brasileiros. “A estruturação da Política Nacional da EPT, sancionada em 02 de agosto/2023 (Lei 14.645), pode ser a solução aos gargalos da expansão e democratização desta modalidade formativa”, comenta, ao destacar que o prazo para o governo federal elaborar a política é de dois anos, a contar da data da promulgação da lei. “De agosto do ano passado até o momento nenhuma ação foi tomada”. 

O alinhamento da formação juvenil por meio da EPT às economias emergentes se converte no apoio aos jovens em sua trajetória para o futuro promissor. “Devemos pensar na educação profissionalizante de modo a deixar o jovem sintonizado com as estas novas economias que estão despontando e com outras que porventura possam aflorar no país e no mundo”, ressalta Alethéia Cruz.

Economias Emergentes representam maior potencial de oportunidades nos próximos anos:  

Digital: Integra recursos digitais incorporadas a diferentes cadeias de produção. É formada pelos profissionais de tecnologia e recursos digitais incorporados a diferentes cadeias de produção, como educação, saúde e marketing. Atuam na área engenheiros mecânicos, técnicos em manutenção robótica, prestadores de serviços para instalação, cientista de dados, desenvolvedor de big data, programador web, programador de jogos digitais e engenheiro de software.

Verde: Engloba carreiras de produção, transformação e gestão de recursos naturais. Contribui para o bem-estar das sociedades combatendo os efeitos nocivos do processo de mudanças climáticas. Traz oportunidades em campos como energias limpas, turismo sustentável e agricultura. Nesta área, serão necessários especialistas em recursos hídricos, ecodesigners (que desenvolvem e produzem produtos sustentáveis), engenheiro de automação agrícola, cientista de dados agrícola, entre outros.

Criativa: Compreende atividades artísticas e culturais, com potencial para criação de trabalho e riqueza por meio da geração e exploração de propriedade intelectual e aspectos criativos. Também chamada de economia laranja, engloba atividades artísticas e culturais com potencial para criação de trabalho e riqueza. Oferece oportunidades no campo das artes, turismo e audiovisual. As profissões da área abrangem, por exemplo, streamers de jogos, técnicos de som, pesquisadores de mercado e chefs de cozinha.

Do cuidado: Abarca aqueles tipos de carreiras vinculados ao envelhecimento populacional na esfera do cuidado. Compreende as atividades de cuidado direto e indireto, em uma grande diversidade de serviços e profissionais como enfermeiros, cuidadores de idosos, empregados domésticos e babás. Também compreende a área da saúde, incluindo médicos, psicólogos, nutricionistas e instrutores físicos, e estética, como cabeleireiras e manicures.

Prateada: Incorpora as atividades econômicas que têm como público consumidor as pessoas com 50 anos ou mais. Tem oportunidades em áreas como serviços, cuidados pessoais e saúde. A área tem profissionais como cuidadores de idosos.

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