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Há mais de um século, a EPT gera oportunidades imediatas de trabalho ao brasileiro

Veja como nasceu e evoluiu o sistema de educação profissional que representa hoje uma das principais possibilidades para o jovem iniciar e continuar a sua formação

Você sabe como nasceu a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) no Brasil? Das primeiras Escolas de Aprendizes Artífices aos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, esse sistema educacional completa 115 anos, neste 2024. Atualmente, é uma das principais possibilidades para jovens de diferentes regiões do Brasil iniciar e dar continuidade a sua formação profissional.

Na linha do tempo da EPT, é possível conhecer as mudanças mais significativas dessa história pela educação por meio de acontecimentos e datas importantes que marcaram sua evolução. No decorrer dos anos, diversas leis trataram do Ensino Profissionalizante, que apresentou diferentes nomenclaturas, mantendo o objetivo de formar pessoas para atender às demandas do setor produtivo. 

A mais recente mudança na EPT diz respeito à Lei nº 14.645/2023, sancionada pelo governo federal, a qual determina a criação de uma Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (EPT). 

 
1909  - Escola de aprendizes artífices 
Elas foram criadas em 19 estados com o objetivo de educar e ensinar um ofício a meninos de 10 a 13 anos em situação de vulnerabilidade social, inclusive índios. As instituições eram subordinadas ao Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio. 
 
1937 - Liceus profissionais 
Algumas instituições são transformadas em liceus. Com a reestruturação do Ministério da Educação e Saúde, é criada a Divisão do Ensino Industrial e o Departamento Nacional de Educação. O ensino técnico passa a ser elemento estratégico para o desenvolvimento da economia do Brasil. 
 
1942 - Escolas industriais e técnicas  
As instituições passam a ser subordinadas ao Ministério da Educação e Saúde. Com a criação de leis orgânicas, ocorre profunda reforma no sistema educacional brasileiro e, nesse contexto, o ensino profissional e técnico é equiparado ao nível médio. 
 
1959 - Escolas técnicas 
Instituições recebem autonomia didática, técnica, financeira e administrativa. São criados diversos cursos técnicos. Também é autorizado o início da formação técnica de nível superior, posteriormente estabelecida como Engenharias Operacionais. 
 
1978 - Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) 
Os centros tinham como objetivo realizar pesquisas na área técnica industrial e oferta de cursos industriais, de graduação e de pós-graduação. Formavam profissionais de engenharia industrial, tecnólogos e com licenciatura plena. Havia ainda cursos de extensão, de aperfeiçoamento e de especialização e foram criados cursos para formação de professores.

1988 - Defesa da Qualificação 
O artigo 25 da Constituição Federal define a qualificação para o trabalho como direito de todos. 
 
2008 - Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia 
Foi iniciado o processo de expansão, interiorização e consolidação da Rede Federal de Educação Profissional, com o objetivo de democratização e ampliação do acesso a conquistas científicas e tecnológicas e formação de profissionais qualificados. A partir dessa data, 31 Cefets, 75 unidades descentralizadas de ensino, 39 escolas agrotécnicas, 7 escolas técnicas federais e 8 escolas vinculadas às universidades federais passam a ter o status de institutos federais. Neste ano, portaria do MEC, institui o Catálogo de Cursos Técnicos.

 2017 - Lei nº 13.415 
A lei institui o novo Ensino Médio, que possibilita o ensino regular junto à formação técnica e profissional.

 2023 - Lei nº 14.645/23
A nova lei estabelece que a União, em colaboração com os estados e o Distrito Federal, deverá formular e implementar uma política nacional de educação profissional e tecnológica, articulada com o Plano Nacional de Educação (PNE). O prazo para elaboração dessa política será de dois anos, a contar da publicação da lei, em 02 de agosto de 2023.  

MEC reúne fórum de gestores de EPT dos estados e apresenta diagnóstico da modalidade

A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), do Ministério da Educação, promoveu no dia 25/04/24, a segunda reunião do Fórum de Gestores de EPT dos estados. Na ocasião, foi apresentado um diagnóstico da modalidade de ensino nas unidades federativas que preencheram o formulário encaminhado pelo MEC.

O diagnóstico trouxe informações como o número de escolas de Tempo Integral que possuem cursos integrados, 85%, no caso. Entre os cursos mais oferecidos estão aqueles relacionados à Tecnologia da Informação, administração e logística. O levantamento também trouxe dados sobre os professores que atendem a modalidade.

A Setec/MEC anunciou que a próxima reunião do fórum será presencial, dias 11 e 12 de junho, em Brasília/DF, para gestores do ensino médio articulado a EPT das redes de ensino estaduais. Será uma reunião formativa e de planejamento.

Fonte: Portal Consed

Formação técnica por meio do Ensino a Distância amplia a conquista de emprego

A oferta de cursos EaD mantém crescimento no país e, somada ao ensino técnico, gera condição socioprofissional que agrada à população. Em julho deste ano, o Colégio Tecnológico de Goiás abrirá dois novos editais de seleção na modalidade ofertando cursos técnicos

A extensa lista de benefícios do Ensino a Distância (EaD) e sua tendência de expressivo crescimento impulsionaram a oferta do curso Técnico em Guia de Turismo nos Colégios Tecnológicos do Estado de Goiás (Cotec). A novidade é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Retomada (SER), com gestão do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG). A formação ocorre nos municípios de Jaraguá, Formosa e Santa Helena, que juntos somaram 837 inscrições ao curso. “A alta procura mostra o potencial destas localidades e indica a boa aceitação da proposta, uma vez que preencherá uma lacuna de profissionais nas regiões, no segmento de turismo”, comenta o gerente de Ensino a Distância do Cotec, Juliano Lima.

De forma gradual, os cursos na modalidade a distância foram conquistando espaço no Brasil, até se tornarem o que vemos atualmente. Correspondendo às realidades de cada época, e marcados por diversas fases, os cursos eram ofertados, inicialmente, por correspondências, passando pelo rádio, telecursos na TV, e, hoje, são ofertados pela internet, o que permite a conciliação com a agenda de muitas pessoas.

“Eu faço o curso por entender que existe um campo enorme para se trabalhar com turismo em Formosa, e o aprendizado vai me formar como profissional regulamentado na área do turismo, que é o guia com formação técnica”, salienta a estudante Pâmella Miranda. Grata pela oportunidade de se qualificar numa área promissora para a região onde vive, ela diz que tudo é enriquecedor, e “é sensacional ter esta oportunidade. Agradeço a todos os envolvidos nesse projeto”.

No ciclo inaugural, iniciado no primeiro semestre deste ano, 93 estudantes estão se qualificando na área por meio da modalidade a distância, que, como os demais cursos do Cotec, é totalmente gratuito. “Dentro de 18 meses, as três localidades do estado, que têm grande potencial turístico, terão profissionais qualificados com os requisitos necessários para uma atuação ampla e exitosa no mercado de trabalho e no atendimento ao turista”, pontua o gerente  Juliano Lima, ao explicar que o curso estipula 20% de carga horária presencial, com um cronograma que prevê seis viagens, contemplando destinos regionais, nacionais e um internacional, com as despesas custeadas pelo Governo de Goiás.

Com planos de mudar sua atuação profissional do setor público para a iniciativa privada, Pâmella Miranda é conhecedora da carência de guias para a região, por isso sabe que o curso dará respostas aos interessados em operar neste campo: “A cidade vem se desenvolvendo no turismo há alguns anos e há uma deficiência de guias na região”.  Situada a 80 quilômetros de Brasília, e a 282 quilômetros de Goiânia, Formosa se destaca pelas inúmeras cachoeiras, parques ecológicos, aeroclube e sítios arqueológicos.

 O EaD e a formação técnica 

Com forte propensão de crescimento no país, a disponibilidade de cursos - sejam técnicos, profissionalizantes, de graduação ou mesmo pós-graduação -, na modalidade a distância certamente continuará a se expandir. 

É relevante a opinião dos brasileiros sobre a modalidade no que diz respeito à formação técnica. Oito a cada dez brasileiros acreditam que ter uma formação técnica ajuda a conseguir um emprego. Além disso, cursos técnicos são indicados por 91% dos brasileiros. O percentual sobe para 97% entre aqueles que têm formação técnica. Os dados são da pesquisa Educação e Opinião Pública, do Instituto FSB em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Ainda segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), desde 2020, o aumento do número de alunos em cursos à distância, foi de 428%.

Editais do Cotec 2024 

Ciente desta demanda, o CETT-UFG mantém um portfólio de 19 cursos técnicos, sendo alguns disponibilizados na modalidade EaD, nos Colégios Tecnológicos. Todos são focados em proporcionar rápida inserção no mercado de trabalho, além de garantir flexibilidade para que o aluno estude onde e quando quiser.

Para o próximo mês de julho, dois editais serão abertos nos Cotecs, especificamente na modalidade a distância. Um de fluxo contínuo para Capacitação e Qualificação Profissional, outro de Processo Seletivo de cursos Técnicos de Nível Médio.

Economia do Conhecimento move atividades tecnológicas e de inovação

Os ambientes e laboratórios de pesquisa e experimentação das Escolas do Futuro foram movimentados com mais de 30 mil horas de laboração. Estudantes e empreendedores desenvolvem ideias, criam relações e se preparam para produzir e gerar valor em um mundo interconectado 

Cores, mobiliário especial, equipamentos e tecnologia à disposição, espaços amplos e um visual incrementado, que remete a um cenário lúdico. Mas são recintos de estudos, são os ambientes de inovação, que reúnem estudantes, empresas e potenciais empreendedores para uma aprendizagem guiada pela criação, pesquisa, planejamento, experimentação e prototipagem. 

Cada vez mais, os espaços inovadores são criados na sociedade, sobretudo nos estabelecimentos educacionais, onde se configuram em locais de troca de conhecimento e construção conjunta. Para os discentes das Escolas do Futuro de Goiás, os ambientes de inovação fomentam a criatividade, o pensamento crítico, favorecem a comunicação, a colaboração e a interatividade, o que propicia uma aprendizagem de qualidade. "Os laboratórios são bons para nosso desenvolvimento e currículo. Temos, aqui, acesso a um conhecimento que muitos não têm”, reconhece Débora de Souza, estudante na Escola do Futuro Paulo Renato de Souza, em Valparaíso.

“Os ambientes de inovação tornam o aprendizado personalizado e responsivo aos estudantes”, esclarece o gerente de Inovação e Tecnologia, do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), Pedro Henrique Gonçalves. De acordo com ele, ainda aumenta a atratividade do ensino e aperfeiçoa a permanência dos estudantes.  “E no que se refere à Educação Profissional e Tecnológica (EPT), os recursos empregados nestes ambientes preparam os jovens para lidar com os desafios da era digital”.

O desenvolvimento dos estudantes nestes locais não tem limites e os levam a penetrar com segurança na realidade tecnológica, robótica e digital. Os grupos de robótica Under Pressure e Rassilianos são mostras dos resultados gerados nos ambientes de inovação das Escolas do Futuro, administradas pelo CETT-UFG.  “Os grupos, ao criarem seus robôs competidores e conquistarem premiações nos âmbitos regional e nacional, trabalham metodologias ativas materializando o ensino, a tecnologia e a inovação”, diz o diretor da Escola do Futuro Luiz Rassi, Vinícius Seabra. 

Empresas 

Como os espaços são pensados para o desenvolvimento de soluções, as empresas e potenciais empreendedores encontram recursos para dar vida às ideias e projetos voltados a negócios. Neles, os interessados desenvolvem pesquisas, testam conceitos e hipóteses e encontram respostas para criar ou dar nova trajetória aos negócios que vislumbram.

Toda uma assistência, orientações e consultorias gratuitas são ofertadas pelo CETT-UFG por meio dos Serviços Tecnológicos e Ambientes de Inovação (STAI) implantados nas Escolas do Futuro, tanto na capital quanto em cidades do interior. A ocupação dos espaços de inovação tem sido significativa e demonstra o quanto as pessoas procuram alternativas de ocupação profissional. 

Nos cálculos de 2023, o CETT-UFG apurou 21.054 horas de uso dos espaços de Coworking (ambiente coletivo). Nos laboratórios de inovação, 8.303 horas de atividades promotoras de empreendedorismo, conexões e networking. No projeto de Pré-Incubação oferecido a pessoas e/ou empresas que querem dar vida a uma ideia ou desenvolver um negócio de forma estruturada, foram computadas 1.480 horas de estudos nos ambientes de inovação.

“Para utilizar os espaços de Coworking e os Laboratórios de Inovação, os interessados devem fazer agendamento online (www.efg.org.br), seguindo alguns critérios de participação. Já para a Pré-Incubação, edital de seleção é aberto para inscrição e fechamento de turmas, mas a inscrição é contínua”, explica o gerente Pedro Henrique Gonçalves.

Estes espaços também atendem a programas específicos do governo estadual, a exemplo do Goianas S.A, o qual intenta despertar no público feminino, conhecimentos e conexões para o empreendedorismo. No último edital, 61 projetos de mulheres com ideias inovadoras foram selecionados, e terão acesso gratuito à consultoria empresarial e vivência de negócios nos ambientes de inovação das Escolas do Futuro de Goiás.

Paloma Matos foi um das contempladas, e diz estar animada em participar dos estudos e adentrar os espaços de inovação, para dar vida ao seu projeto de abrir uma clínica de estética.  “Espero aprender sobre empreendedorismo, gestão de negócios e finanças relacionada à área clínica”, anseia.  

De acordo com o gerente de Inovação e Tecnologia do CETT-UFG, Pedro Henrique Gonçalves, estar inserido no STAI é ter a chance de aumentar conexões, criar um currículo de conhecimentos para negócios, “pois estes serviços e ambientes tecnológicos constituem-se em locais característicos da nova economia baseada no conhecimento, que tem protagonizado relevantes mudanças na sociedade e estimulado o desenvolvimento econômico”.

MEC coordenará GTI para implementar Política Nacional de EPT

Decreto n. 11.985/2024 foi publicado no Diário Oficial da União. Política Nacional de EPT será elaborada em articulação com PNE 

O Ministério Educação (MEC) instituiu, no dia 10/04, por meio do Decreto n. 11.985/2024, publicado no Diário Oficial da União, o Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) que produzirá subsídios para a formulação e a implementação da Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (EPT), em articulação com o Plano Nacional de Educação (PNE). 

De acordo com o Decreto, caberá ao Grupo de Trabalho Interinstitucional, que será coordenado pelo MEC, apresentar o diagnóstico sobre a situação da Educação Profissional e Tecnológica do país; propor metodologias para identificar e atualizar a demanda por EPT; e elaborar subsídios para a definição de metas, estratégias e ações a serem implementadas e de seus respectivos indicadores e métricas para avaliação da Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica.  

O GTI também vai elaborar um plano para a implementação da política, que contemplará, entre outras ações, o fomento à expansão da oferta de cursos de EPT em instituições públicas e privadas, observadas as necessidades regionais; o estímulo à realização contínua de estudos e projetos inovadores que visem à articulação da oferta de cursos de EPT às necessidades do mundo do trabalho; além da participação ativa do setor produtivo na formação e na empregabilidade dos egressos da EPT.   

O Grupo de Trabalho Interinstitucional será composto por representantes de diversos Ministérios, conselhos nacionais, associações, trabalhadores do setor produtivo, estudantes, instituições de pesquisa; além das entidades vinculadas ao MEC: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).   Caberá ao FNDE e ao Inep prestar assistência técnica ao GTI, para a obtenção de dados e informações sobre a Educação Profissional e Tecnológica.   

O Decreto estabelece, ainda, que o GTI terá a duração de 120 dias, prorrogáveis por igual período. O grupo se reunirá, em caráter ordinário, mensalmente, e seu coordenador poderá convidar especialistas e representantes de outros órgãos e entidades, públicas e privadas para participar das reuniões.  

O relatório final das atividades será encaminhado ao Ministro de Estado da Educação, Camilo Santana, e aos titulares dos órgãos e das entidades nele representados.  

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MEC  

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