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CETT-UFG conclui parceria com o Governo de Goiás após transformar o ensino nos Colégios Tecnológicos

Convênio iniciado em 2021 deixa legado histórico: mais de 132 mil discentes certificados pela UFG, ensino fortalecido e milhares de vidas transformadas pela educação profissionalizante gratuita 

 

A parceria entre o Centro de Trabalho, Educação e Tecnologia da Universidade Federal de Goiás (CETT-UFG) e o Governo de Goiás na administração dos Colégios Tecnológicos (Cotecs) chega ao fim em 2025, após quatro anos e meio marcados por crescimento, organização e uma entrega inédita para o ensino profissional no estado. Desde o segundo semestre de 2021, quando o convênio foi firmado, os Cotecs passaram por uma reestruturação completa nos aspectos de infraestrutura, pedagógicos, administrativos e de oferta de cursos. Nesse período, foram contabilizadas 249.868 matrículas, 132.983 discentes certificados com chancela da UFG e 56.026 estudantes recorrentes, número que reforça a confiança da população na formação oferecida pelas unidades. No total, mais de 132 mil certificações foram garantidas com o rigor e a qualidade da Universidade Federal de Goiás. 

Os Cotecs se destacaram pela oferta de cursos totalmente gratuitos, em diferentes níveis de formação e modalidades. A rede disponibilizou cursos de capacitação, com cargas horárias entre 40 e 60 horas; cursos de qualificação profissional, entre 160 e 240 horas; e cursos técnicos, variando de 800 a 1.200 horas, atendendo desde jovens iniciantes até trabalhadores em busca de recolocação ou crescimento profissional. As formações foram ofertadas nas modalidades presencial, online e EAD, garantindo acesso a públicos diversos em todas as regiões. Até 2025, as modalidades seguiram com grande adesão: mais de 222 mil matrículas presenciais e outras 24 mil em EAD. 

A estrutura pedagógica também acompanhou a expansão. Os cursos foram distribuídos em eixos de formação profissional pensados para atender às demandas reais de cada região de Goiás. Entre eles estão: Ambiente e Saúde; Controle e Processos Industriais; Desenvolvimento Educacional e Social; Gestão e Negócios; Informação e Comunicação; Infraestrutura; Produção Alimentícia; Produção Cultural e Design; Produção Industrial; Recursos Naturais; Segurança; Saúde e Meio Ambiente; Serviços; Turismo, Hospitalidade e Lazer; Técnica de Vendas; Moda; Agronegócio e outras áreas que compõem o portfólio do Cotec. 

Para a diretora de Ensino do CETT-UFG, Daiana Paula Pimenta, esses resultados representam a força e a qualidade da atuação da Universidade. “A UFG trouxe seriedade acadêmica, metodologia e uma nova dinâmica pedagógica para os Cotecs. Nosso compromisso sempre foi com a qualidade do ensino e com a transformação social que ele proporciona. Olhar para esses números e para tantas histórias de vida nos mostra que fizemos um trabalho necessário e de grande impacto para Goiás”, destaca. 

O gerente de Ensino do CETT-UFG, Alex Silva Vieira, reforça como a parceria se tornou uma referência de eficiência em gestão pedagógica e administração pública. “Essa união deu certo porque tivemos como premissa a educação como um direito e um instrumento de emancipação. A UFG atuou junto ao Governo de Goiás com metas claras e foco no estudante. Os resultados mostram que o êxito da união das instituições se mede não apenas em números, mas na capacitação crítica e técnica dos estudantes, que agora aplicam seu conhecimento em benefício da sociedade”, afirma. 

Moisés Ferreira, diretor-geral do CETT-UFG, ressalta o papel essencial dos colaboradores que atuaram tanto no CETT quanto nas unidades dos Cotecs. “Nosso time fez a diferença. São profissionais dedicados, que colocaram o coração no trabalho e se comprometeram com cada estudante, cada turma, cada entrega. O sucesso dessa parceria é, antes de tudo, resultado do empenho dessas pessoas”, afirma. 

A diretora de Desenvolvimento e Avaliação, Alethéia Ferreira da Cruz, lembra que o período marcou um salto histórico para a educação profissional em Goiás. “A jornada da UFG à frente dos Cotecs foi enriquecedora e transformadora. Reestruturamos processos, inovamos no ensino e vimos milhares de pessoas reconstruírem seus caminhos por meio da educação. É uma contribuição que ficará para sempre na história da EPT em Goiás”, relata. 

Entre os milhares de estudantes beneficiados está Kauê Paulino Rodrigues, que teve sua trajetória profissional completamente transformada graças aos cursos do Cotec Sebastião de Siqueira, em Goiânia. “Concluí o curso superior de Tecnologia em Logística, que foi essencial para minha promoção no emprego. Durante a pandemia, enfrentamos desafios, mas o apoio da escola foi fundamental. Hoje faço mestrado em Engenharia de Produção e sigo crescendo graças à base que recebi no Cotec”, conta. 

Outra história inspiradora é a de Gesivania Oliveira, de 31 anos, que encontrou no curso de Corte e Costura a força para recomeçar. “A professora é muito educada, prestativa, explica uma, duas, dez vezes”, afirma. Já Palmira de Jesus, de 72 anos, viu no Cotec a chance de profissionalizar sua paixão pela costura. “Foi muito bom voltar a estudar. Acrescentou na parte social e financeira”, celebra. E Lucy Meire Cordeiro de Faria, que fez dois cursos na área da confeitaria, resume o sentimento de muitos: “Foi o Cotec que me deu essa oportunidade. E o melhor: é gratuito, o que faz toda a diferença”. 

O encerramento do convênio marca o fim de um ciclo de excelência, compromisso e impacto social. Mas o legado deixado pelo CETT/UFG permanece vivo nas vidas transformadas, nas carreiras impulsionadas e na certeza de que a educação profissional gratuita, quando feita com qualidade e propósito, move não apenas indivíduos, mas todo um estado. 

Projeto “Ergonomia e Saúde” encerra atividades com melhorias no bem-estar de colaboradores e colaboradoras do CETT/UFG

Iniciativa dos alunos e alunas de Fisioterapia da UFG ofereceu atendimentos semanais e orientações ergonômicas a 22 colaboradores, promovendo saúde, conforto e qualidade de vida no trabalho 

O projeto “Ergonomia e Saúde”, desenvolvido pelos alunos do curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Goiás (UFG), chegou ao fim no dia 1º de dezembro, após três meses de atividades no Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT/UFG). A iniciativa, realizada entre 1º de setembro e 1º de dezembro deste ano, integrou a disciplina Fisioterapia no Trabalho e teve como objetivo promover o bem-estar ocupacional e orientar os colaboradores sobre postura, ergonomia e cuidados diários no ambiente laboral.

Ao longo desse período, 22 colaboradores do CETT/UFG receberam atendimentos semanais, avaliações ergonômicas e orientações personalizadas. Os estudantes auxiliaram na correção postural, na adaptação dos mobiliários e na identificação de fatores que poderiam contribuir para dores preexistentes ou desconfortos durante o trabalho. As atividades também incluíram exercícios, orientações e práticas de autocuidado, sempre com foco na saúde física e na melhoria da rotina laboral.

Entre os participantes, a assistente de extensão Jordania Michelly Batista Lopes destaca a diferença que o projeto fez no dia a dia. “As orientações melhoraram muito minha postura e reduziram dores que eu já sentia há meses. Foi um cuidado que fez toda a diferença no trabalho”, afirma. Já Mirella Melazo, coordenadora de Moda do Cotec, reforça o impacto positivo da iniciativa: “Foi um acompanhamento essencial. Passei a me corrigir mais na estação de trabalho e isso trouxe mais conforto e produtividade”, comenta.

O projeto foi realizado com apoio da equipe de Treinamento e Desenvolvimento (T&D) do CETT/UFG. Para o coordenador do setor, Wenderson da Silva Vieira, a parceria fortalece o cuidado com os trabalhadores: “Essa união entre o CETT e o curso de Fisioterapia da UFG mostra como podemos crescer juntos e criar ações que realmente melhoram o bem-estar das pessoas”, avalia. A professora Jalusa Andréia Storch Díaz, coordenadora da disciplina responsável pelo projeto, também celebrou os resultados: “Ver os alunos aplicando o conhecimento e contribuindo para a saúde dos colaboradores reforça o sentido da formação profissional e humana”, afirma.

Para a Diretora de Desenvolvimento e Avaliação do CETT/UFG, Alethéia Ferreira da Cruz, a iniciativa demonstrou a força da integração entre unidades da UFG. “Foi um projeto que fez a diferença para quem participou. A gente vê o quanto a Universidade tem coisas boas quando permite que essas parcerias aconteçam. As portas seguem abertas para continuarmos juntas em ações como essa”, destaca.

Professora da Escola do Futuro de Goiás é premiada na COP30 por projeto de reflorestamento com tecnologia sustentável

Karine Lopes, docente da EFG Raul Brandão, em Mineiros, será reconhecida na COP30 com o Troféu Destaque “Rede Mulher Florestal”, por iniciativa inovadora que une tecnologia e preservação ambiental 

A professora Karine Lopes, da Escola do Futuro de Goiás Raul Brandão, em Mineiros, será uma das homenageadas durante a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém (PA), a partir do dia 10 de novembro. O evento deve reunir mais de 40 mil visitantes, entre autoridades, pesquisadores e representantes de diversos países, consolidando-se como o maior encontro mundial sobre o clima e a sustentabilidade.

Karine será premiada na categoria Troféu Destaque “Rede Mulher Florestal” por seu projeto desenvolvido na startup Nature Cap, que cria cápsulas biodegradáveis para o plantio de florestas com o uso de drones. A proposta, fruto de suas pesquisas de mestrado e doutorado, foi apresentada em um edital promovido pela Embrapa, voltado a soluções tecnológicas para o reflorestamento. “Participei de um edital promovido pela Embrapa voltado a soluções de startups que utilizam tecnologia para reflorestamento e apresentei um projeto desenvolvido em minha startup, fruto de minha pesquisa de mestrado e doutorado. Fico muito feliz por esse reconhecimento, pois é o resultado de anos de estudo e dedicação, e é exatamente esse compromisso com a inovação e a sustentabilidade que procuro transmitir aos meus alunos em sala de aula”, afirma a professora, que ministra as disciplinas de Prática Profissional e Projeto Integrador na EFG.

A conquista de Karine Lopes evidencia o alto nível de formação e inovação presente entre os docentes das Escolas do Futuro de Goiás, que têm se destacado pela integração entre tecnologia, educação e sustentabilidade. Iniciativas como essa mostram como o Governo de Goiás vem formando profissionais capazes de transformar conhecimento científico em soluções reais para o desenvolvimento sustentável do estado e do país.

As Escolas do Futuro de Goiás são unidades de ensino profissionalizante ligadas à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI). Desde 2021 são geridas, por meio de convênio, pela Universidade Federal de Goiás, por meio CETT/UFG.

Lab. EITA leva experiência com tecnologias assistivas para eventos científicos e de gestão pública

Durante os eventos, o público pôde conhecer como projetos em Tecnologia e Inovação auxiliam para o bem-estar social e à um custo baixo. A experiência foi vista por centenas de pessoas em Goiânia e Brasília. 

O Laboratório de Estudos Inventivos em Tecnologias Assistivas (Lab. EITA), da Universidade Federal de Goiás, que conta com o apoio do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), integrou, neste mês de outubro, a programação de eventos voltados à discussão sobre Tecnologia e Inovação. Nos eventos participantes, a equipe pôde compartilhar a experiência e os resultados alcançados em dois anos de projeto no atendimento a pessoas com deficiência e na produção de itens assistivos. 

“Nossa participação nesses dois eventos vem celebrar o sucesso alcançado por esse projeto voltado às crianças, jovens e adultos com deficiência, e que dificilmente teriam acesso facilitado a equipamentos que garantem autonomia e uma qualidade de vida melhor. Em apenas dois anos de trabalho conjunto, nossa equipe contribuiu para o bem-estar social de muitas famílias de Goiânia, do Brasil e até do exterior”, destaca o professor idealizador e coordenador do Lab. EITA, Pedro Goncalves. 

Conecta SGI

O primeiro encontro com o público ocorreu na primeira edição do "Conecta SGI”, realizado no HUB Goiás no dia 15, em Goiânia, evento realizado pela Secretaria de Estado da Administração (Sead) do Governo de Goiás com o objetivo de discutir os processos de inovação dentro da administração pública. De acordo com a gerente de Modernização Institucional e Processos da pasta, Carolina Camilo, o convite ao Lab. EITA é uma proposta de que a equipe administrativa percebesse como a tecnologia pode ser uma importante ferramenta de humanização em uma gestão, contribuindo para os resultados almejados no serviço de atendimento ao público.

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Coordenador do Lab. EITA, Pedro Gonçalves, participa de programação da primeira edição do Conecta SGI, em Goiânia (Foto: Wéber Felix)

“Esse evento surgiu a partir da necessidade da transformação da gestão pública, a partir dos ideários trazidos pela tecnologia e inovação. Ao trazermos o projeto Lab. EITA para o Conecta SGI, buscamos provocar uma reflexão com nossos colaboradores para uma maior abertura às novas ferramentas sem que houvesse a perda do olhar para o público, de forma humanizada. A experiência de atendimento do projeto nos mostrou como podemos conjugar tecnologia e atendimento de qualidade, e a um baixo custo”, argumenta a gerente Carolina Camilo. 

Semana Nacional de Ciência & Tecnologia 

Entre os dias 21 e 26 de outubro, a equipe do Laboratório de Estudos Inventivos em Tecnologias Assistivas da UFG representou o estado na “22ª Semana Nacional de Ciência & Tecnologia”, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo Federal, em Brasília. O evento que reúne, anualmente, instituições de ensino e de pesquisa, além de diversas outras entidades, tem o objetivo de popularizar e democratizar o acesso ao conhecimento sobre ciência e tecnologia. Na edição deste ano, o Lab. EITA foi convidado a integrar a programação da Feira de Ciência e Tecnologia, que compõe o evento nacional. No Pavilhão de Exposições, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília-DF, os visitantes puderam conhecer de perto o projeto e o trabalho executado pela equipe no desenvolvimento de peças assistivas para crianças, adolescentes, adultos, idosos e também para animais com limitações físicas.

Imagem do WhatsApp de 2025 10 30 às 10.27.29 be18a0ff Lab. EITA participa da 22ª Semana de Ciência & Tecnologia, em Brasília-DF (Foto: Divulgação)

O professor da UFG destaca que a participação no evento vai além da prestação de contas, e contribui para que a ação seja ampliada. “Enxergamos que esta participação é uma excelente oportunidade para ampliarmos o nosso projeto e, assim, fazendo com que ele chegue a mais pessoas, nosso propósito maior”, complementa ele. 

Criado em 2024, o Lab.Eita reúne professores e alunos da UFG em um grupo multidisciplinar voltado ao desenvolvimento de soluções que ampliam a autonomia de pessoas com limitações motoras. Entre os resultados já alcançados estão órteses e próteses de membros, andadores adaptados, engrossadores de talheres, adaptadores de chaves e mini-cadeiras de rodas, equipamentos que transformam a rotina de crianças e adultos. 

O projeto, com financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo Federal e apoio do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), busca, através do ensino, pesquisa e extensão, estimular a criação de novas tecnologias assistivas acessíveis e de baixo custo, tanto para uso direto de pessoas com deficiência quanto para a demonstração pública de soluções inovadoras no campo da acessibilidade. 

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Lab. EITA conta com apoio do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), que foi representado em Brasília pelo diretor administrativo e financeiro do órgão, Jonathan Clímaco (Foto: Divulgação)

Lab.Eita, em parceria com o CETT, desenvolve curso de capacitação para equipe da Escola do Futuro Luiz Rassi

Além de proporcionar a formação profissional dos participantes, o projeto ainda beneficiou 15 pessoas com equipamentos adaptados às suas demandas 

Estudantes, técnicos laboratoriais e professores da Escola do Futuro de Goiás Luiz Rassi, e profissionais de diversas áreas de Aparecida de Goiânia concluíram, neste mês, uma maratona formativa em Tecnologias Assistivas que foi promovida pelo Laboratório de Estudos Inventivos em Tecnologias Assistivas (Lab.Eita), em parceria com o Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT), órgãos da Universidade Federal de Goiás. A capacitação, que envolveu 28 pessoas, ocorreu ao longo de cinco meses, em oito encontros no Laboratório de Inovação e Prototipagem (IPLAB), na unidade da EFG daquela cidade.

Ao longo do processo, os participantes percorreram uma trilha formativa, em que puderam conhecer e se aprofundar no campo assistivo a partir de aulas sobre conceitos norteadores da área, modelagem tridimensional, escaneamento 3D e fresagem. Além da etapa em sala, todos puderam, ainda, ver de perto a aplicabilidade do conhecimento recém aprendido em oficinas, onde foram produzidos diversos itens adaptativos, que foram doados a famílias com crianças com deficiência. No total, ao fim do curso, 15 pessoas foram contempladas com equipamentos adaptados às necessidades delas.

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Oficina de produção de equipamentos assistivos desenvolvida na EFG Luiz Rassi, em Aparecida de Goiânia (Foto: Divulgação)

“Nesse período, nossos colaboradores, estudantes e comunidade local tiveram a oportunidade de ampliar o conhecimento numa área importante dentro do ramo de inovação e criatividade, que é altamente demandado na atualidade. Com essa formação específica em tecnologia assistiva, os participantes, inclusive o nosso corpo técnico e docente, vão poder contribuir com a sociedade ao desenvolver itens de qualidade e a um baixo custo, ampliando o acesso de famílias vulneráveis a esses equipamentos. O parapódium, por exemplo, é uma peça essencial para o desenvolvimento da postura ortostática, isto é, a de permanecer na posição de pé, e que tem custo a partir 2 mil reais. Por meio desse projeto, conseguimos produzir a peça com custo de 250 reais e entregar para essas famílias de graça”, explica o professor e coordenador de inovação da EFG Luiz Rassi, Vitor Vinícius Cerqueira.

Fernando Aurélio, de 46 anos, profissional em Educação Física e estudante de um dos cursos em tecnologia na unidade de Aparecida de Goiânia, é um dos integrantes da turma que concluiu a formação em tecnologia assistiva. Ele conta que o curso possibilitou a ampliação de seus conhecimentos na área, o que vai contribuir para que ele dê continuidade a essa nova trajetória profissional. “Ao longo das aulas, pude me aprofundar nas técnicas de modelagem, prototipagem, geração de imagens, corte a laser e impressão 3D, além de conhecer um pouco mais da rotina e das demandas das pessoas que possuem algum tipo de deficiência, assim como compreendi como a tecnologia assistiva pode contribuir para uma vida mais digna das pessoas com deficiência”, avalia o estudante, que se impressionou com a estrutura física e laboratorial da Escola do Futuro, inclusive, a qualidade da formação e dos profissionais à frente do ensino.

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Equipe de estudantes do curso de capacitação em Tecnologias Assistivas, com destaque para Fernando Aurélio (à direita) (Foto: Arquivo Pessoal)

A capacitação na Escola do Futuro é uma iniciativa do Lab.Eita, em parceria com o CETT-UFG, a partir de um projeto guarda-chuva com atividades em três frentes que se interligam: o ensino, a pesquisa e a extensão, e que é financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo Federal. O convênio com a rede de ensino de Goiás tem como objetivo a transferência de conhecimento e tecnologia para a ampliação a um maior número de famílias assistidas, como é endossado pelo coordenador do Lab.Eita e coordenador de Inovação e Tecnologia do CETT-UFG, Pedro Henrique Gonçalves.

“Com o financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo Federal na ordem de 420 mil reais, buscamos estimular a criação de novas tecnologias assistivas acessíveis e de baixo custo, tanto para uso direto de pessoas com deficiência quanto para a demonstração pública de soluções inovadoras no campo da acessibilidade. Dessa forma, ao mesmo tempo em que avançamos nos estudos e pesquisas nas tecnologias assistivas, contribuímos com o bem-estar social”, destaca o professor Pedro, que reconhece a importância da transferência de conhecimento para outras instituições para o cumprimento dessa missão, como é o caso das Escolas do Futuro de Goiás, através da capacitação realizada nos últimos cinco meses.

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 Coordenador do Lab.Eita e coordenador de Inovação e Tecnologia do CETT-UFG, Pedro Henrique Gonçalves (Foto: Carlos Siqueira)

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