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Minha Vaga!: pela inserção no mercado de trabalho

CETT-UFG entrega à SER aplicativo que amplia acesso ao emprego. Ferramenta que atenderá também os estudantes dos Colégios Tecnológicos foi lançada oficialmente, disponibilizando mais de 4 mil vagas 

Atendendo à Secretaria de Estado da Retomada (SER), o Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG) desenvolveu e entregou ao governo do estado o aplicativo para celular Minha Vaga! O principal objetivo é intermediar a busca e oferta de vagas de trabalho, levando aos municípios goianos um serviço inovador, gratuito, de simples navegação e totalmente online.

O aplicativo Minha Vaga, além de cobrir os 246 municípios goianos, atenderá os estudantes e egressos dos Colégios Tecnológicos (Cotecs), sob administração do CETT-UFG, a partir de convênio estabelecido entre a Secretaria de Estado da Retomada (SER), Universidade Federal de Goiás (UFG) e Fundação RTVE. 

As empresas interessadas em utilizar o aplicativo devem acessar o site redeindica.go.gov.br para cadastrar as vagas de emprego. A nova ferramenta foi apresentada ao setor produtivo goiano na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO), no último 23 de novembro, e já disponibilizada mais de 4 mil vagas de emprego. Quatro dias após a apresentação do Minha Vaga (27/11), o aplicativo apresentava 3.230 vagas, o que pode significar cerca de 800 já ocupadas.  Além disso, nessa data, o Play Store notificava mais de 5 mil downloads. 

De acordo com o secretário de Estado da Retomada, César Moura, a ferramenta vai acelerar a contratação de mão de obra para os milhares de postos de trabalho abertos no estado, e a modernização do aplicativo será frequente. “Estaremos em constantes atualizações para que o aplicativo atenda com eficiência tanto os trabalhadores que procuram uma vaga como as empresas que precisam contratar”.

O aplicativo Minha Vaga ainda notificará o candidato sobre oportunidades próximas a ele, e, caso o interessado, após conhecer os requisitos solicitados, entender que não pode atendê-los completamente, pode buscar por qualificação gratuita junto aos 17 Cotecs instalados em 16 cidades do estado.

Disponível para os sistemas IOS e Android, o aplicativo oferece informações extras como a localização da empresa com vagas disponíveis, funcionalidade que deve reduzir a evasão a entrevistas de emprego e também a desistência durante o período de experiência após a contratação.

O Colégio Tecnológico do Estado de Goiás (Cotec) 

A gestão dos Colégios Tecnológicos de Goiás (Cotecs) é realizada por meio de convênio firmado entre a Secretaria de Estado da Retomada (SER), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Fundação Rádio e Televisão Educativa e Cultural (RTVE).

Por meio da educação profissional, os colégios visam a mobilização social para a retomada do emprego, do empreendedorismo, da escolaridade e de investimentos que reorganizem o desenvolvimento nos âmbitos econômico, humano e social.

A oferta de cursos e vagas acontece de acordo com o planejamento orientado pelo CETT-UFG, que leva em consideração a vocação da região, o alcance de metas estabelecidas e a capacidade instalada de cada uma das 17 unidades dos colégios.

Presentes em 16 municípios, os Cotecs ofertam a Educação Profissional e Tecnológica em diversos níveis e modalidades: Capacitação; Formação inicial e continuada ou qualificação profissional; Educação profissional técnica de nível médio, nas formas presencial, e a distância (EaD).

Para tornar o aprendizado mais interessante, os cursos seguem Trilhas Formativas e Eixos Temáticos ligados a: Gestão e Negócios; Recursos Naturais; Produção Cultural e Design; Turismo, Hospitalidade e Lazer; Segurança; Infraestrutura; Ambiente e Saúde; Informação e Comunicação; e, Produção Industrial.

Governo de Goiás e CETT-UFG fortalecem a Educação em Tecnologia com o lançamento de programas inovadores

Em parceria com a iniciativa privada, o governo e o CETT-UFG lançaram os programas Jornada para o Futuro e o Pense Grande Tech, com o objetivo de preparar os jovens para os desafios digitais, através do acesso à educação tecnológica de qualidade e gratuita 

O governo de Goiás e o Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG) lançaram dois programas destinados a fortalecer a qualidade e a disponibilidade de cursos técnicos na área de tecnologia em Goiás: o Jornada para o Futuro e o Pense Grande Tech. A iniciativa é fruto da colaboração entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e o CETT-UFG, responsáveis pelas Escolas do Futuro de Goiás (EFGs), e entre a  Secti e a Secretaria de Educação (Seduc), entidade que supervisiona os Centros de Ensino em Período Integral (Cepis). Além disso, os Institutos Telles e Sonho Grande são parceiros essenciais desses programas.

O Jornada para o Futuro, um programa pioneiro, combina um curso técnico em tecnologia com o ensino médio regular da rede pública estadual, permitindo que os alunos obtenham um diploma técnico em Desenvolvimento Web e Cibersegurança ao concluírem o ensino básico. Isso proporciona uma vantagem na entrada ao mercado de tecnologia.

O projeto, criado para elevar a qualificação profissional de jovens em situação de vulnerabilidade econômica e social, deve abranger as cinco unidades das EFGs, que estão distribuídas pelos municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Mineiros, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso, junto com 14 unidades dos Cepis em 12 cidades. 

Para os alunos que já estão no ensino médio em 2023, aqueles que estarão cursando o 2º e 3º anos em 2024, há a opção de realizar módulos da formação técnica, obtendo certificados em Desenvolvedor Front-End e Back-End. Após a conclusão do ensino médio, esses alunos vão poder realizar os demais módulos exclusivamente nas EFGs, obtendo o diploma do curso técnico, que inclui também Assistente de Cibersegurança e Assistente de Análise de Dados. Para Fátima Gavioli, Secretária de Educação, o programa fortalece a educação integral, “o aluno do ensino médio já sai preparado para o mercado de trabalho”.

Já o Pense Grande Tech introduz um novo curso técnico em ciência de dados nas Escolas do Futuro de Goiás (EFGs), atingindo um total de quase três mil alunos. Essa colaboração entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e a Fundação Telefônica Vivo será implementada como projeto-piloto em três EFGs a partir de 2024: Goiânia, Aparecida de Goiânia e Santo Antônio do Descoberto, cada uma oferecendo inicialmente duas turmas de 30 vagas.

Os estudantes vão poder participar de um programa de letramento digital com duração de um ano e quatro meses, abrangendo três eixos principais: Gestão de Dados, Big Data e Análise de Dados. Além disso, busca-se fortalecer as competências digitais dos professores, incluindo uma formação de 20 horas de inglês para todos os docentes.

José Frederico Lyra Netto, secretário da Secti, ressaltou a importância dessas parcerias que vão tornar o ensino médio, o técnico e o tecnológico mais acessíveis e atrativos. "Estamos comprometidos em transformar a educação, e essas colaborações desempenham um papel crucial ao tornar nossas instituições de ensino mais dinâmicas e envolventes para os alunos." 

Por fim, foi anunciado o início das parcerias da Secti com empresas de tecnologia para proporcionar estágios e residências tecnológicas aos alunos das EFGs. O Grupo Soluti e a Everest Digital, empresas goianas líderes em soluções digitais na América Latina, serão as primeiras a acolher os estudantes.

O vice-governador, Daniel Vilela, que esteve presente no lançamento, sublinhou a prontidão do Governo de Goiás para essa iniciativa: “O governador Ronaldo Caiado demanda excelência de seus colaboradores, assegurando escolas em condições ideais. Contamos com as Escolas do Futuro, cada uma equipada com quase R$10 milhões em tecnologia de alta qualidade. A nossa aposta na tecnologia visa aprimorar a educação dos jovens, preparando-os para os desafios futuros".

Alunos de Educação Profissional e Tecnológica da rede de escolas administradas pelo CETT-UFG acreditam que os cursos ajudam a conquistar emprego

Os índices de credibilidade nas Escolas do Futuro e nos Colégios Tecnológicos batem os 80% e 95%, respectivamente. Pesquisa de egressos mostra alta empregabilidade e aumento de renda entre os estudantes

O cenário do desemprego é uma preocupante social em todo o país, porém, mesmo diante desta realidade, mais de 80% dos estudantes de cursos técnicos e de qualificação da rede de escolas geridas pelo Centro de Educação, Tecnologia e Trabalho (CETT-UFG) mudam suas vidas e conquistam uma colocação no mercado de trabalho.

A taxa foi levantada na pesquisa de egressos realizada pelo Centro, ouvindo os ex-alunos e medindo as percepções sobre aspectos da credibilidade e do ensino ofertado tanto nos Colégios Tecnológicos (Cotecs) quanto nas Escolas do Futuro do Estado de Goiás (EFGs), além de monitorar a trajetória profissional do público, que a partir dos 16 anos pode ingressar nas unidades escolares para a Educação Profissional e Tecnológica (EPT). 

No âmbito dos colégios, quando perguntados se acreditam que os cursos podem ajudar a conquistar um emprego, quase todos responderam positivamente: o índice de credibilidade bateu em 95%.

Em relação ao rendimento, o resultado deixa evidente significativa melhora na renda. Os dados apontam que 82% dos ingressantes nos cursos ganham até dois salários-mínimos. Após sua realização, esse índice cai para 60%, ou seja, uma parcela significativa dos egressos muda de faixa de renda salarial, sendo que 34% deixam o curso com uma renda de dois a cinco salários-mínimos.

Outro benefício constatado na pesquisa diz respeito à situação de trabalho. Num comparativo, enquanto o desemprego cai, os índices de ocupação e empreendedorismo crescem. Do universo pesquisado, 55% saem dos cursos empregados; 5,3% optam por empreender, e a taxa de desemprego baixa de 39%, quando ingressam nos colégios, para 28% quando concluem a formação. 

Segundo o coordenador de Avaliação Externa e Institucional do CETT-UFG, Júlio Orestes da Silva, os resultados da pesquisa evidenciam a relevância dos cursos de Educação Profissional e Tecnológica ofertados na rede de escolas geridas pelo Centro, uma vez que buscam o melhor para o estudante. “Mapeamos o perfil dos ingressantes e acompanhamos os participantes dos cursos na condição de egressos, e isso permite chegar aos índices que foram levantados, demonstrando o papel dos cursos em suas vidas”, pontua.

A pesquisa, no que se refere às Escolas do Futuro, atingiu, igualmente, números surpreendentes nos três pontos abordados com os egressos. Um universo de 83,7% acredita que os cursos podem ajudar a conseguir um emprego ou qualificar para uma melhor ocupação.

O impacto social na vida financeira também é benéfico. Quando ingressantes 35,5% recebem uma renda de dois a cinco salários-mínimos; o percentual sobe para 48,2% quando concluintes na mesma faixa de renda; enquanto cai de 49,7% para 35,5% entre os que recebem até dois salários-mínimos.

A empregabilidade, capacidade de uma pessoa de ser contratada e manter-se empregada, é alta dentre os egressos das escolas. Os indicadores apontados pela pesquisa comprovam que os ex-alunos relacionam habilidades, conhecimentos e técnicas com as demandas do mercado. Neste ponto os índices são crescentes para os empregados, passando de 51 a 53%; e para os empreendedores que deixam a casa de 7,7% para 11,6% ao final dos cursos. Em contrapartida, há redução na taxa dos desempregados, caindo de 21,4% para 18,6%.

E oportunidades melhores aparecem. Estudante do curso técnico de Marketing e Mídias Sociais, Roberta Ignácio mudou de atuação ainda em formação na Escola do Futuro José Luiz Bittencourt. De vendedora passou a gestora de redes sociais. “O curso foi um divisor de água na minha vida. Aprendi a criar campanhas impactantes, o que impulsionou o alcance e a interação nas redes que administro”. De acordo com ela, os resultados foram surpreendentes: “Sem dúvida, o curso agregou um valor inestimável na minha vida profissional e pessoal”.

O coordenador Júlio Orestes da Silva reitera que o CETT-UFG, enquanto gestor, usa de todos os recursos e tecnologias disponíveis nas escolas e nos colégios para ofertar uma educação focada no mercado de trabalho, levando os egressos a atuarem no meio formal, buscando empregos mais qualificados ou empreendendo.

Formação de talentos em tecnologia

Para um resultado seguro e satisfatório diante das mudanças mercadológicas, a formação de recursos humanos para a área requer decisões e parcerias entre o setor educacional, empresas e sociedade 

Os rumos econômicos, a sociedade e o cenário das relações políticas mundiais apresentam mudanças constantes e trazem situações geradoras de desafios para as mais diversas áreas profissionais. No âmbito da tecnologia é preciso uma atenção ainda maior.  Nos últimos anos, a formação de talentos em tecnologia tem sido um dos principais assuntos no meio social e empresarial. O motivo primeiro de tamanha discussão está na ameaça de um apagão de profissionais qualificados na área, frente à elevada demanda calculada por recursos humanos, aptos a ocupar postos de trabalho e produzir soluções digitais.

A corrida entre educação, formação de talentos e tecnologia concentra-se, atualmente, no desafio de preparar profissionais para o hoje e para os próximos anos, dada a projeção de crescimento acelerado em oportunidades relacionadas à criação e uso de tecnologias.

A falta de talentos é preocupante e pode colocar em risco o desenvolvimento de um país e, isso, não é diferente para o Brasil. À medida que novos sistemas de máquinas autônomas e inteligentes interferem na natureza do trabalho, as pessoas vão precisar de novas habilidades alinhadas ao contexto. “A educação e o pensar na formação de talentos digitais se fazem imperiosos e inegáveis para o presente e futuro”, afirma o gerente de Projetos, do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT-UFG), Marcos Dias.

Segundo dados da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), estima-se que 530 mil vagas de tecnologia no Brasil não serão preenchidas até 2025, fato que aprofunda os gargalos para o desenvolvimento econômico do país, e consequentemente, o desemprego ou uma exclusão digital em larga escala, considerando o desequilíbrio da balança em que pesa a geração de novas ocupações profissionais e a extinção de outras milhares.

Segundo Dias, se a formação de talentos não segue o ritmo dos avanços tecnológicos, das necessidades anunciadas, todos perdem. “A criação de soluções digitais não apenas dá respostas às mudanças, mas assegura ao ser humano novos mecanismos para trabalhar, acompanhar o trabalho, cuidar da saúde, da forma como se alimenta, compra, se relaciona, poupa e, tantas outras atividades inerentes à permanência e sobrevivência humana”, argumenta.

A base de todo avanço está na educação, “por isso se faz necessário agir rapidamente e repensar a maneira de formar talentos”, considera Marcos Dias, que também é professor acadêmico e mentor de grupos de robótica. 

O desatar desse nó envolve não somente o ecossistema educacional, mas também as empresas, uma vez que dependem de pessoas, e estas de capacitação, qualificação e formação adequada contínua fora do modelo convencional. “A força de trabalho precisa de requalificação”, reitera.

O webdesigner Marcos Antônio da Silva atua há 15 anos na área e, ao longo desse tempo, vivenciou muitas mudanças e experiências profissionais. “Programas novos, sistemas mais velozes, aplicativos que facilitam o trabalho são algumas das mudanças, que exigem um estudo continuado”, aponta.  

Estudante do ensino público, Silva reconhece a necessidade urgente de reavaliação e aprimoramento educacional, no sentido de formar profissionais digitais, especialmente na rede escolar gratuita.  “O ensino deve romper as barreiras da sala de aula, buscando a colaboração entre empresas e instituições educacionais. Isso seria fundamental para superar o desafio de formar profissionais. No contexto da rede pública de ensino, é crucial que as autoridades e educadores mudem a cultura e visão dos alunos para garantir que eles tenham acesso a uma formação adequada, alinhada às demandas tecnológicas emergentes”, avalia Marcos Silva.

O profissional enxerga um desalinho no discurso entre a realidade atual e o que se prevê para o futuro, em relação a mercado de trabalho e formação. “Muito se fala em tecnologia e seus avanços, da carência de profissionais e da necessidade de formar talentos, e, há pouco sobre Educação 5.0”, aponta Silva, afirmando que “estamos atrasados e perdidos nesta conjuntura, na qual muito se fala e pouco se faz”. 

Há tempos esse desafio bate às portas de todos, há muito se fala sobre ele, “então é preciso agir sem delongas e nos arriscar mais”, considera o gerente do CETT-UFG, Marcos Dias, ao indicar alguns pontos para a formação de talentos em tecnologia. São eles:

1. Qualificação adequada 
2. Ensino da matemática e Interpretação de textos para solucionar problemas 
3. Colaboração de empresas com a formação 
4. Investir em experiências inovadoras de aprendizagem com mentoria 
5. Formar grupos de aprendizagem participando de comunidades

A sociedade tem claro o pensamento de que a tecnologia pode contribuir com a solução de inúmeras situações e/ou problemas, no entanto não haverá inovações sem profissionais aptos a estudar, pesquisar e desenvolver essa tecnologia. Acelerar a formação de talentos e concretizar a formação dos mesmos em diversos níveis educacionais, é a forma de reduzir o déficit de talentos atual, com vistas para o amanhã. “Seria interessante a união e parceria entre escolas, empresas e sociedade para realmente formarmos profissionais para a tecnologia”, finaliza o profissional Marcos Antônio da Silva”.

Congresso de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) teve mais de 1,3 mil inscritos

Com paineis e personalidades relevantes dos circuitos regional e nacional, o evento foi pioneiro em Goiás e manteve ampla programação para as comunidades docente, estudantil e social 

Com o objetivo de discutir as realidades, tendências e questões relacionadas ao ensino técnico e profissionalizante, o CETT-UFG e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação reuniram, em Goiânia, de 08 a 10/11, na primeira edição do Congresso de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) do Estado de Goiás, mais de 1,3 mil inscrições e 110 trabalhos apresentados.

O 1º Congresso de EPT foi uma oportunidade para a troca de experiências e resultados e de aprofundamento sobre essa modalidade educacional transformadora de vidas e geradora de oportunidades de trabalho.

O evento teve início no dia 08/11, com o painel Políticas Públicas em Educação Profissional e Tecnológica com as presenças do secretário de estado José Frederico Lyra (Secti), Marcos Elias, do Conselho Estadual de Educação (CEEGO), e Maíra Galloti, pedagoga, doutoranda em Educação pela USP e consultora em educação em projeto vinculado à Universidade Federal de Goiás (UFG). De acordo com José Lyra, essa modalidade de ensino necessita ser popularizada. “Essa modalidade de ensino é um desafio grande e demanda uma política pública que ouça o mercado, dê assistência estudantil e faça uma ponte para o ensino superior”, defende o secretário José Frederico Lyra Netto.

Nas atividades do dia 09/11, três grandes painéis reuniram opiniões de personalidades renomadas. Mudanças nas diretrizes educacionais propostas pelo novo ensino médio, foram abordadas no painel Novo Ensino Médio e Educação Profissional e Tecnológica. De acordo com Mateus Simões, do departamento nacional do Senai, a EPT é equação para solucionar gargalos e demandas no mercado profissional e produtivo. “Precisamos de uma ampla e profunda mudança para a formação técnica no Brasil. A EPT é vida para o mercado de trabalho, não somente a formação universitária”, observa.  Dentro do contexto, Maria Medeiros, secretária executiva de Educação em Pernambuco alerta para o aspecto socioemocional dos estudantes. “Levanto a bandeira da EPT em tempo integral para o desenvolvimento pleno do estudante, para que ele aprenda não somente o exercício de uma profissão, mas desenvolva o socioemocional”.

O Brasil vive um momento importante para a EPT com a aprovação da Lei 14.645/23, que abre as portas para a criação da Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica. O assunto pautou o painel Desafios e Oportunidades da EPT no Brasil, reunindo representantes da Fundação Itaú, Secti, Senac e CETT-UFG. Os debatedores do painel comungam da opinião de que o momento é de integração, pois não há como fazer educação profissional sem conexões. Carla Chiamareli, da Fundação Itaú, ressalta que o mundo do trabalho está em transformação por inúmeros fatores e isso influencia na educação e na formação de novas competências.  “Cinco novas economias estão surgindo e ganhando espaço, então, temos que voltar os olhares para a educação profissional” argumenta citando as novas economias – a Digital, Verde, Criativa, Prateada e de Cuidados. Dentro da temática do painel, Mychelly Ferreira, da Secti/GO, acrescentou que o governo do estado oportuniza o acesso da juventude à educação profissionalizante, sobretudo, a mais carente, por meio de três secretarias, “a Seduc, a Secti e a SER”. 

“Todos os currículos devem propor que o aluno desenvolva competências e habilidades vocacionadas para o mercado”, salienta Gilson Rede, do Centro Paula Souza (SP).  A inclusão de atividades de extensão nos currículos dos cursos da educação profissionalizante há de considerar a indissociabilidade do ensino e da pesquisa. Nesse sentido, a Curricularização na Educação Profissional e Tecnológica integrou a programação de outro painel no congresso. Rolando Vallejos, do Senai considerou o tema relevante para o Brasil e para o futuro da educação. 

No decorrer do congresso foram tratados, entre outros temas, profissões do futuro, principais avanços tecnológicos e suas aplicações, tendências em inteligência artificial aplicada à educação, diversidade e inclusão no contexto da EPT, e empregabilidade.

Para tanto, no dia 10/11, o painel Vulnerabilidade Social e Inclusão na EPT deixou claro o pensamento de que a educação profissional e tecnológica tem tudo a ver com a questão. “Vivemos numa sociedade cada vez mais tecnológica, e isso é fundamental para educar e incluir as pessoas nesse meio, despertando a criatividade, desenvolvendo possibilidades para a emancipação das pessoas”, considera a psicóloga Marilucia Lago. Nesse cenário, a palestrante Edna Pires, da Faculdade de Educação/UFG, alerta para a necessidade de toda a sociedade se preparar para inclusão e exercício da igualdade e, mais que isso “pensar no desafio de colocar isso em prática”.  “Pensar no desenvolvimento de uma nação requer o pensar em equidade de oportunidades”, acrescenta ela.

O papel do professor também foi tema de análise dentro do congresso. O painel Formação de Formadores para Educação Profissional e Tecnológica suscitou opiniões acerca de metodologias e diálogos para alinhar as realidades de formação com o mundo atual e futuro. Nesse sentido, Lucília dos Anjos, do Centro Paula Souza (SP) defende que o professor de EPT tem que pensar no contexto do mercado e ser uma fonte de inspiração para desenvolver o estudante, integrando-o à carreira desejada. “Nossa sociedade é muito plural e a escola tem que se integrar a aderir às necessidades dos estudantes”, considera.  Na mesma linha de pensamento, Claudemir Bonatto, do Sesi/Senai Goiás lembra que o professor deve dialogar com as transformações do mundo e estar em constante e sistemática atualização acerca das mudanças.  “O professor é vital para a construção de uma sociedade em transformação, que migra para a realidade 5.0, um cenário totalmente digital, e é o professor que dá a base para esse mundo”.

Encerrando o ciclo de paineis, a temática Educação 5.0 propiciou um rico debate ao considerar o peso das mudanças vindouras, tanto para a formação de pessoas quanto para inseri-las no mundo do trabalho. “Tudo converge para uma atualização de possibilidades tecnológicas. Quando se fala em educação, se fala de evolução do ensino e no desafio de tomar decisões sobre a forma de fazer educação”, pontua o superintendente do Hub Goiás, Leonardo Guimarães.  Estudiosa do assunto, Carolina Castro, da Cesar School, esclarece que a Educação 5.0 soma conhecimentos da área tecnológica às habilidades comportamentais e socioemocionais. “Ela mantém o foco na tecnologia e no protagonismo do aluno, só que, agora, o intuito é trabalhar as habilidades socioemocionais, e a contribuição que o estudante pode dar para o meio social”, explica.

Na programação do congresso, palestras, mesas-redondas, hackaton, vagas de empregos, consultorias, cursos gratuitos e apresentação de trabalhos e artísticas atraíram a comunidade jovem e adulta. 

Para a diretora de Desenvolvimento e Avaliação do CETT-UFG, Aletheia Cruz, o congresso estimulou a socialização do conhecimento, compartilhamento de ideia e experiências conectadas com a educação profissional e tecnológica. “Essa modalidade educacional tornou-se a aposta para este século e para o futuro. Ela proporciona aos estudantes a aquisição de competências profissionais para inserção rápida no mundo do trabalho, aliando o ensino e a prática. Para o setor produtivo, o meio de preencher lacunas de mão de obra e carências de recursos humanos habilitados para novas e constantes demandas", finaliza.

Panorama do 1º Congresso de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) do Estado de Goiás 

Total de inscrições 

1.513 

Inscrições confirmadas 

1.375 

Credenciamento no local 

928 

Trabalhos científicos aprovados 

110 

Trabalhos científicos premiados 

06 

Apresentações orais de trabalhos 

24 

Atendimentos nos estandes parceiros 

530 

Participantes das oficinas das Escolas do Futuro 

250 

Número de pessoas circulando por dia 

500 

Atendimentos de Mentoria 

41 

Participantes do Hackathon 

80 

Premiados no Hackathon 

12 

Atendimentos no Mais Emprego 

14 

Subcategorias